Cotidiano
A medida faz parte do plano nacional de enfrentamento ao feminicÃdio e tem como objetivo restaurar não apenas a saúde bucal, mas a dignidade e a autoestima da mulher
A medida faz parte do plano nacional de enfrentamento ao feminicÃdio / ImageFX
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O Ministério da Saúde anunciou uma mudança histórica no atendimento à s mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, o governo federal passa a garantir tratamento odontológico integral e gratuito — incluindo implantes, próteses e reconstruções — para vÃtimas de violência, com o objetivo de restaurar não apenas a saúde bucal, mas a dignidade e a autoestima.
A medida faz parte do plano nacional de enfrentamento ao feminicÃdio. Para viabilizar os procedimentos complexos de forma ágil, o governo investiu em alta tecnologia com o uso de 500 novos scanners e impressoras 3D para modelagem odontológica de ponta.
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O acesso será facilitado por unidades móveis: 400 veÃculos adaptados já estão em operação em 2025, com a previsão de que mais 800 novas unidades entrem em circulação até o final do ano, garantindo que o cuidado chegue até as vÃtimas em diferentes regiões do paÃs.
Além do cuidado fÃsico, o acolhimento digital será reforçado por meio de um novo serviço de teleatendimento exclusivo para mulheres em situação de vulnerabilidade. A implementação ocorrerá de forma gradual:
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O serviço começa a funcionar em março nas capitais Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Em maio, o atendimento será expandido para todas as cidades com mais de 150 mil habitantes e, finalmente, em junho, o suporte estará disponÃvel em todo o território nacional.
'Queremos que o SUS seja o lugar mais acolhedor para a mulher em qualquer situação de violência', afirmou o ministro Alexandre Padilha, destacando a saúde integral como prioridade absoluta do governo.
Em um movimento diplomático e sanitário, o Brasil solicitou formalmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) que o feminicÃdio seja incluÃdo como uma categoria especÃfica na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).
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Atualmente, as mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero são registradas apenas como 'agressão'. A proposta brasileira busca qualificar os dados e dar maior visibilidade a esses casos, permitindo a criação de polÃticas públicas de prevenção muito mais eficazes e baseadas em estatÃsticas reais.