Cotidiano

Mulheres vítimas de violência terão próteses e implantes dentários de graça pelo SUS

A medida faz parte do plano nacional de enfrentamento ao feminicídio e tem como objetivo restaurar não apenas a saúde bucal, mas a dignidade e a autoestima da mulher

Ana Clara Durazzo

Publicado em 09/03/2026 às 08:30

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A medida faz parte do plano nacional de enfrentamento ao feminicídio / ImageFX

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O Ministério da Saúde anunciou uma mudança histórica no atendimento às mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, o governo federal passa a garantir tratamento odontológico integral e gratuito — incluindo implantes, próteses e reconstruções — para vítimas de violência, com o objetivo de restaurar não apenas a saúde bucal, mas a dignidade e a autoestima.

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Reabilitação e Tecnologia 3D

A medida faz parte do plano nacional de enfrentamento ao feminicídio. Para viabilizar os procedimentos complexos de forma ágil, o governo investiu em alta tecnologia com o uso de 500 novos scanners e impressoras 3D para modelagem odontológica de ponta.

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O acesso será facilitado por unidades móveis: 400 veículos adaptados já estão em operação em 2025, com a previsão de que mais 800 novas unidades entrem em circulação até o final do ano, garantindo que o cuidado chegue até as vítimas em diferentes regiões do país.

Teleatendimento Especializado: Cronograma de Expansão

Além do cuidado físico, o acolhimento digital será reforçado por meio de um novo serviço de teleatendimento exclusivo para mulheres em situação de vulnerabilidade. A implementação ocorrerá de forma gradual:

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O serviço começa a funcionar em março nas capitais Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Em maio, o atendimento será expandido para todas as cidades com mais de 150 mil habitantes e, finalmente, em junho, o suporte estará disponível em todo o território nacional.

'Queremos que o SUS seja o lugar mais acolhedor para a mulher em qualquer situação de violência', afirmou o ministro Alexandre Padilha, destacando a saúde integral como prioridade absoluta do governo.

Feminicídio na CID-11: Um pedido à OMS

Em um movimento diplomático e sanitário, o Brasil solicitou formalmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) que o feminicídio seja incluído como uma categoria específica na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).

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Atualmente, as mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero são registradas apenas como 'agressão'. A proposta brasileira busca qualificar os dados e dar maior visibilidade a esses casos, permitindo a criação de políticas públicas de prevenção muito mais eficazes e baseadas em estatísticas reais.

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