MTST invade três escolas estaduais em protesto contra ‘reorganização’

Foram ocupadas as escolas estaduais Comendador Miguel Maluly, em Campo Limpo, na zona sul de São Paulo; Elizete Oliveira Bertini, em Embu das Artes; e Antônio Adib Chammas, em Santo André

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) invadiu três escolas estaduais na noite desta sexta-feira (13) em protesto contra a reorganização do ensino na rede estadual promovida pelo governo de Geraldo Alckmin. Pais e alunos das escolas participam das ocupações.

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Foram ocupadas as escolas estaduais Comendador Miguel Maluly, em Campo Limpo, na zona sul de São Paulo; Elizete Oliveira Bertini, em Embu das Artes; e Antônio Adib Chammas, em Santo André, no ABC.

Segundo Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST, outras quatro escolas estaduais serão ocupadas na manhã deste sábado (14).

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Ao entrar na escola Elizete Oliveira Bertini, militantes do movimento gritaram palavras de ordem: “Ocupar, resistir”. Na mesma escola, um dos coordenadores do MTST chegou a ser detido pela Polícia Militar, mas logo foi liberado.

A mudança decidida pelo governo estadual vai provocar o “fechamento” de 93 escolas. De acordo com a secretaria, elas atenderão outros segmentos educacionais.

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A rede estadual paulista tem 5.147 escolas e atende a 3,8 milhões de alunos. Ao todo, 754 escolas atenderão apenas um ciclo de ensino. “A reivindicação é que não haja o fechamento de escolas e que o governo recue na reestruturação”, disse Boulos.

Antes das invasões da noite lideradas pelo MTST, a Secretaria do Estado da Educação informou que oito escolas da rede paulista haviam sido ocupadas por alunos que protestam contra a proposta de reorganização dos ciclos de ensino.

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Três escolas ficam na Grande São Paulo -Valdomiro Silveira, Diadema e Heloísa Assumpção- e as demais na capital -Fernão Dias Paes, Dona Ana Rosa de Araújo, Salvador Allende Gossens, Castro Alves e Pio Telles Peixoto.

Em nota, a secretaria disse que “se mantém aberta ao diálogo, mas não apoia atos de vandalismo orquestrados por entidades que não estão em busca da melhoria do ensino”.