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Cotidiano

MSF diz que não consegue entrar em cidade tomada pelo Exército do Mali

Médicos Sem Fronteiras tentam entrar em Konna desde segunda-feira (14), mas todas as estradas foram fechadas pelo Exército do país.

Publicado em 18/01/2013 às 10:00

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O grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras (MSF) advertiu nesta sexta-feira (18) que os civis de Konna estão em perigo e que seus funcionários não conseguem adentrar a cidade, onde militantes islamitas e forças francesas combateram por uma semana.

O membros do MSF tenta entrar em Konna desde segunda-feira (14), mas todas as estradas que levam à comunidade na região central do Mali foram fechadas pelo Exército do país, declarou Malik Allaouna, diretor de operações do MSF.

"Apesar de nossos repetidos pedidos, ainda não conseguimos acesso à região de Konna", disse ele. "É essencial permitir a entrega neutra e imparcial de ajuda médica e humanitária nas áreas afetadas pelo conflito."

O destino de Konna ainda era obscuro nesta sexta-feira, mais de uma semana depois de islamitas terem avançado sobre a cidade, ação que fez com que o Exército francês lançasse uma ofensiva no país, localizado no noroeste da África.

O Exército do Mali informou que recuperou o controle de Konna, que estava sob o poder de rebeldes islamitas desde 10 de janeiro, afirmaram fontes militares e agentes de segurança locais nesta sexta-feira.

"Nós tomamos o controle total de Konna após causar perdas pesadas ao inimigo", disse o Exército em comunicado. Uma fonte de segurança regional confirmou a afirmação, que não pôde ser verificada de forma independente.

Mais ao sul, as forças mantém o alerta máximo em Banamba, cidade que fica a pouco mais de 90 quilômetros da capital, Bamako, depois de jihadistas terem sido vistos nas proximidades.

Os militares franceses encontraram forte resistência dos grupos extremistas, cuja ação atinge não apenas num território no interior do Mali que é maior do que o Afeganistão, mas também chega à Argélia, onde combatentes invadiram uma usina de produção de gás e fizeram dezenas de reféns, dentre malineses e estrangeiros.

Eles exigem o fim imediato das hostilidades no Mali. Um dos comandantes do grupo, Oumar Ould Hamaha, declarou que agora está "globalizando o conflito", para se vingarem da ação militar em território do Mali.

Um funcionário da cidade de Banamba, que pediu anonimato, disse ter recebido informações de que um comboio rebelde havia deixado a cidade de Diabaly, controlada pelos jihadistas, pela estrada que vai para Banamba.

Na quinta-feira, a França elevou seu número de soldados no Mali para 1.400, disse o ministro da Defesa francês Jean-Yves Le Drian.

Ex-colônia francesa, o Mali já teve a reputação de ser uma da democracias mais estáveis da África Ocidental, onde a maioria de seus 15,8 milhões de habitantes praticava uma forma moderada do islamismo.

Isso mudou em março do ano passado, após um golpe na capital que criou uma desordem que permitiu aos islamitas tomar as principais cidades do norte do país. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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