Movimentos na Avenida Paulista pedem impeachment e não querem políticos

Milhares de pessoas já se reúnem na Avenida Paulista, principalmente em frente ao Museu de Arte de São Paulo

Milhares de pessoas já se reúnem na Avenida Paulista, principalmente em frente ao Museu de Arte de São Paulo, para protestar contra o governo Dilma Rousseff. Manifestantes abriram na avenida uma faixa gigante com a palavra impeachment.

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A advogada Beatriz Kicis, de 52 anos, administradora do movimento Revoltados Online, disse que há motivos de sobra para pedir o impeachment da presidente Dilma. “Houve omissão nos casos da Petrobras e do BNDES. E há as pedaladas fiscais”, disse. Moradora de Brasília, Beatriz veio a São Paulo só para participar do ato. O economista Paulo Melo, de 52 anos, disse que não sabe ainda qual é o presidente ideal para o País, mas que o primeiro passo é tirar o PT do poder. “Vai surgir o presidente ideal na hora certa.”

Já um dos coordenadores nacionais do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, garantiu que o caminhão do grupo que interdita a Avenida Paulista não abrigará discursos de políticos. “Faremos discursos somente de membros do movimento. Hoje a principal bandeira é o impeachment da presidente Dilma Rousseff”, explicou.

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Panfletos

Um panfleto com o título “Olavo tem razão”, em referência ao filósofo Olavo de Carvalho, é distribuído aos manifestantes. “Descubra toda a verdade por trás do marxismo cultural e da nefasta degradação moral da cultura brasileira lendo estes livros”, aponta o texto, que indica obras como a do filósofo Luiz Felipe Pondé (Guia Politicamente Incorreto da Filosofia) e o economista Rodrigo Constantino (Esquerda Caviar).

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Em meio aos protestos contra a presidente Dilma e o PT, há cartazes em pontos de ônibus da avenida, colados por militantes do Partido da Causa Operária na noite de sábado com os dizeres “Abaixo o Golpe, Impeachment não”. Alguns foram arrancados e pichados por manifestantes que querem a saída da presidente. Outros levaram às ruas hoje faixas dizendo “Fica Dilma” e “Não ao Golpismo”.