Mortes no trânsito caem 24% na Baixada Santista

Dados do INFOSIGA-SP também apontam para queda de acidentes com carros e motos, mas índices de atropelamentos seguem estáveis

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20 MAI 2017Por Da Reportagem10h30
Santos teve queda de 20%, de 5 para 4 óbitos. A taxa para 100 mil habitantes também reduziu na região, de 16,9 para 16,6, segundo o Movimento Paulista de Segurança no TrânsitoSantos teve queda de 20%, de 5 para 4 óbitos. A taxa para 100 mil habitantes também reduziu na região, de 16,9 para 16,6, segundo o Movimento Paulista de Segurança no TrânsitoFoto: Matheus Tagé/DL

O número de vítimas fatais no trânsito do Estado teve redução 15,2% no mês de abril se comparado ao mesmo mês do ano passado. A estatística é do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – programa do Governo de São Paulo que tem como o objetivo reduzir pela metade o número de óbitos no trânsito até 2020. Os dados do INFOSIGA-SP referente ao mês abril também apontam para menor número de acidentes com carros e motos, mas índices de atropelamentos seguem praticamente estáveis.

“O trabalho realizado em parceria com os municípios mostra uma evolução importante. Seguimos realizando ações para atacar pontos críticos e desenvolver iniciativas de conscientização que são fundamentais para reduzirmos as mortes no trânsito”, afirma o governador Geraldo Alckmin.

A Baixada Santista registrou queda de 24% no número de óbitos no trânsito em abril, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram ao todo 25 mortes naquele mês em 2016, contra 19 verificados em abril deste ano. Em São Vicente, por exemplo, não teve nenhum caso de morte no trânsito no mês. Santos teve queda de 20%, indo de cinco para quatro óbitos. A taxa para 100 mil habitantes também reduziu na região, de 16,9 para 16,6.

Uma das frentes de trabalho do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito é a integração dos serviços de emergência, que atualmente estão a cargo da Polícia, Bombeiros e serviços operacionalizados por prefeituras, como o Samu. “O objetivo é evitar a duplicidade ou a falta de atendimento, racionalizando as operações e atuando de forma efetiva para salvar vidas no trânsito”, explica a coordenadora do programa, Silvia Lisboa. A cidade de São Paulo deve ter a integração ainda em 2017.

Em abril, foram registrados 15.084 acidentes com vítimas nos 645 municípios do Estado, que resultaram em 451 vítimas fatais. No mesmo período de 2016, foram 532 vítimas fatais e 16.217 mil acidentes, redução de 30,1%. Na comparação entre primeiros quatro meses de 2016 e 2017, a redução no número de mortes é de 7,6%, com 1.748 ocorrências de janeiro a abril deste ano, contra 1.893 em 2016, com 145 mortes a menos.

Atropelamentos

Os índices de acidentes com motos também apresentaram redução significativa em abril: foram 139 fatalidades contra 168 em 2016 (-17,2%). Já óbitos envolvendo ocupantes de automóveis passaram de 127 no ano passado para 112 (-11,8%). No entanto, a tendência não se confirmou entre vítimas pedestres: 121 ocorrências em 2017 contra 123 no período anterior.

“Atropelamentos, hoje, são nosso grande desafio. Os índices persistem e temos direcionado nossos trabalhos para mitigar esse tipo de acidente”, explica Silvia Lisboa. “Atuamos em diversas frentes para mudar essa realidade. Foram destinados R$ 110,5 milhões – recursos provenientes de multas do Detran.SP – para investimento em ações de mitigação em 67 municípios parceiros do programa”. Juntas, as cidades abrigam 71% da população do Estado.

Os planos de ação desenvolvidos com os municípios incluem melhorias em sinalização e dispositivos de segurança, assim como a realização de ações educativas. “Os dados do INFOSIGA-SP indicam que 94% dos acidentes fatais são causados por falha humana. Ou seja, precisamos também nos mobilizar e combater comportamentos de risco”, explica Silvia.