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Cotidiano

Mortalidade infantil em Praia Grande se mantém em queda em novembro

Taxa oscilou para 8,8 mortes a cada mil nascidos vivos

Da Reportagem

Publicado em 06/12/2023 às 16:12

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Esse número de apenas um dígito foi alcançado e sustentado desde o  início de 2023 e é o menor desde 2006 / Agência Brasil

O esforço de Praia Grande no combate à mortalidade infantil tem se  consolidado em resultados históricos. Em novembro, a taxa oscilou para  8,8 mortes a cada mil nascidos vivos, mantendo o menor índice de  mortalidade infantil da história do Município.

Esse número de apenas um dígito foi alcançado e sustentado desde o  início de 2023 e é o menor desde 2006, quando se iniciou a coleta de  dados. Os números correspondem a óbitos de crianças menores de um ano  e são provenientes do Sistema de Informação de Óbitos (SIM) e do  Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC), ambos ligados ao  Ministério da Saúde.

Segundo o secretário de Saúde Pública de Praia Grande, Cleber Suckow  Nogueira, o resultado é fruto de uma estrutura de saúde robusta no  Município, além de uma equipe capacitada e esforçada em garantir um  atendimento de qualidade à população. “Gostaria de parabenizar os  profissionais de todos os níveis de Atenção à Saúde de Praia Grande  por alcançarem essa marca histórica. Todos estão fazendo a sua parte,  acolhendo as pessoas, atuando de maneira integrada, dando a atenção  necessária e salvando vidas”, afirma.

Ações – Uma série de fatores têm levado Praia Grande a reduzir o  índice de mortalidade infantil. Entre eles a reorganização da rede de  Atenção Primária, com a chegada de novos profissionais do Programa  Mais Médicos ao longo do ano, proporcionando a composição das equipes  e fortalecendo a Estratégia de Saúde da Família (ESF). O Município  possui uma robusta estrutura de saúde voltada para a saúde preventiva,  com foco na promoção da saúde e na prevenção de doenças. São 30  Unidades de Saúde da Família (Usafas) e mais de 100 equipes de saúde  da família, cobrindo 100% da população.

As unidades possuem equipe multiprofissional, com médicos,  enfermeiros, auxiliares de enfermagem, cirurgiões-dentistas e agentes  comunitários de saúde, que passam frequentemente por capacitação,  proporcionando um acompanhamento mais adequado. As Usafas recebem  também o apoio dos profissionais dos Programas da Residência Médica e  da Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade de Praia Grande,  além da equipe de eMulti (antigo Nasf), composta por profissionais de  diversas áreas, como ginecologista e pediatra, que dão suporte às  unidades em casos que necessitam de maiores cuidados.

Praia Grande tem se esforçado em aprimorar cada vez mais o atendimento  e a atualização precisa dos dados, facilitando a comunicação e o  acesso às informações entre os profissionais. Isso levou o Município a  alcançar o melhor desempenho nos indicadores do Programa Previne  Brasil da Baixada Santista e um dos melhores do Estado.

“Todos esses esforços desenvolvidos na Atenção Primária permitem que  mãe e bebê recebam acompanhamento adequado na própria Usafa, perto de  sua residência, desde a confirmação da gravidez até o nascimento, após  o parto e nos primeiros anos de vida da criança”, pontua Nogueira.

E as ações no cuidado com a mãe e a criança têm sido premiadas. Em  outubro, o Município recebeu o Prêmio Luiza Matida devido à eliminação  da transmissão vertical do HIV (de mãe para filho na gestação). Para  receber a menção honrosa, a Cidade deve estar há pelo menos dois anos  sem nenhum caso de criança positiva devido à transmissão vertical. Em  Praia Grande, o último caso foi registrado em 2020, por isso, foi uma  das contempladas pelo prêmio oferecido pelo Programa Estadual de  IST/Aids-SP, em parceria com a Atenção Básica e o Conselho de  Secretários Municipais de Saúde (Cosems). E esse resultado foi  alcançado graças ao trabalho feito em parceria por toda a rede, desde  a Usafa até o Serviço de Atendimento Especializado (SAE), responsável  pelo acolhimento de pacientes com HIV e infecções sexualmente  transmissíveis (ISTs).

Ceas Mulher – Outro equipamento fundamental para o bem-estar das  gestantes é o Ceas Mulher (Centro de Apoio à Saúde da Mulher), no  Bairro Caiçara, que faz parte da Rede de Especialidades Médicas. Os  ginecologistas do equipamento fazem todo o acompanhamento dos  pré-natais de risco de forma integrada com as Usafas. Os casos de  maior complexidade são encaminhados para atendimento referenciado no  Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, ou no Ambulatório Médico de  Especialidades do Estado (AME) de Praia Grande.

Outro serviço importante é o monitoramento das gestantes de risco,  feito pelo Acolhe PG (telefone 162, opção 3), em parceria com o Ceas  Mulher. Uma equipe acompanha esses pré-natais, garantindo que as  gestantes não percam as consultas na rede municipal e também no  Hospital Guilherme Álvaro. Caso a gestante falte, a equipe do Acolhe  PG remarca para o mais breve possível e avisa a paciente.

Maternidade – O Complexo Hospitalar Irmã Dulce (CHID) é outro elemento  fundamental para um bom nascimento e acompanhamento logo após o parto.  A Maternidade recebeu reforço na equipe e conta com 26 leitos, além de  10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para  atendimentos mais complexos e que, por isso, recebem pacientes de  municípios próximos.

A Prefeitura implantou em 2023 um sistema de monitoramento neurológico  de bebês prematuros, promovendo um melhor atendimento dos  recém-nascidos e evitando lesões cerebrais. O moderno aparelho  monitora 24 horas os bebês com risco, com acompanhamento em tempo real  de uma central de vigilância e inteligência, em São Paulo, que informa  a equipe da Maternidade caso haja qualquer alteração no quadro  neurológico da criança. Esse trabalho deu maior amplitude na avaliação  e diagnóstico precoce dos pacientes internados na UTI Neonatal.

A Maternidade realiza também uma triagem neonatal onde são feitos  exames fundamentais para garantir a saúde do recém-nascido, como teste  do pezinho, do coraçãozinho, da orelhinha, do olhinho, além da  primeira vacinação. Na unidade também é incentivado o aleitamento  materno desde os primeiros momentos do bebê, com equipe capacitada  para dar as orientações para a mãe.

Também foi implantada na Maternidade uma sala dedicada ao parto  humanizado, com luzes especiais, músicas relaxantes e difusão de  aromas, proporcionando um momento mais agradável para a mulher no  parto. Além disso, a mãe e a criança que recebem alta do hospital vão  para casa com a consulta pré-agendada na Usafa para prosseguir o  acompanhamento com a equipe da unidade, garantindo a continuidade do  acesso à saúde dessa família.

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Incentivo à Amamentação – A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de  Praia Grande criou ainda outros serviços para proporcionar maior saúde  à gestante e ao bebê e incentivar o aleitamento materno, responsável  por prevenir inúmeras doenças e oferecer benefícios para a lactante  após o parto. O Posto de Coleta de Leite Humano foi criado para  recolher doações de leite materno para bebês prematuros ou de baixo  peso internados na UTI Neonatal do CHID. A doação pode ser feita na  sede física do posto, no Centro Especializado em Reabilitação (CER),  no Bairro Mirim, ou retirada em casa por uma equipe da Sesap. Quem  quiser doar só precisa entrar em contato pelo número 3496-5262, de  segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, por ligação ou mensagem.

Recentemente, foi implantado no CHID uma extensão do Posto de Coleta  para reforçar as ações de aleitamento materno no Município. O local é  responsável pelo porcionamento e distribuição do leite humano doado  pelas mamães para os bebês da UTI Neonatal do Hospital.

Outro serviço de destaque é o Disque Amamentação, disponível para as  mulheres tirarem dúvidas com profissionais capacitados. O atendimento  ocorre pelo Acolhe PG no telefone 3496-5262, de segunda a sexta-feira,  das 9h às 16h, por ligação ou mensagem.

O Acolhe PG desenvolve ainda o projeto Abordagem Precoce, em que  técnicos contatam as mães logo após a alta hospitalar para tirar  dúvidas sobre a amamentação. Esse acompanhamento ocorre também em  outros períodos até os três meses do parto, visando evitar o desmame  precoce.

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