Mortalidade Infantil é a menor da história em Santos

Os dados foram divulgados hoje, durante a cerimônia de um ano do Complexo Hospitalar dos ­Estivadores

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02 FEV 2018Por Caroline Souza18h28
Prefeito apresentou resultados na cerimônia de um ano do Hospital dos EstivadoresFoto: Paulo Villaça/DL

A cidade de Santos apresenta o menor índice de mortalidade infantil desde 1913, quando começou a ser observado. Pela primeira vez, a taxa também vai ao encontro do padrão indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de até 10 óbitos por mil nascidos vivos. Os dados foram divulgados hoje, durante a cerimônia de um ano do Complexo Hospitalar dos ­Estivadores.

De acordo com a Prefeitura, a perspectiva é que o índice abaixo do estabelecido pela OMS se mantenha, já que no Plano Municipal de Saúde 2018-2021, a redução da mortalidade materna e infantil é tratada como prioridade.

“O desafio é avançar cada vez mais”, promete o prefeito Paulo Alexandre Barbosa. “É muito importante seguir em frente com esse trabalho”, diz.

No ano de 1990, a mortalidade infantil a cada mil nascidos vivos era de 29,8. Em 2012, antes de o atual prefeito assumir a Administração Municipal, o índice de Santos era de 13,9 - maior que o do Estado, que era de 11,5. O mais perto que Santos já havia chegado do padrão da OMS foi em 2015, quando caiu para 10,6. Mas, em 2016, a taxa subiu novamente para 13,3.

O prefeito atribuiu os resultados ao fortalecimento das ações de vigilância da gestante, à criação do programa Mãe Santista e ao início da operação do Complexo Hospitalar dos Estivadores. A maternidade do hospital teve o menor coeficiente de mortalidade infantil entre os nascidos vivos residentes de Santos - incluindo os nascimentos em hospitais particulares - com apenas 1 óbito diante de 1.032 nascidos vivos.
“Nada é mais gratificante do que ter uma cidade melhor para as crianças e uma saúde de qualidade”, finaliza Paulo Alexandre.

Mãe Santista

Atribuído pelo prefeito como um dos projetos que fortaleceu os resultados, o Programa Mãe Santista já atendeu 13 mil mulheres e seus bebês desde o lançamento, em 2013.

A iniciativa acompanha a gestante e o bebê desde o primeiro mês de gravidez até os dois anos de vida da criança.

Em parceria com o Fundo Social de Solidariedade, o ‘Mãe Santista’ oferece enxoval para o bebê e kit de higiene para a mãe.

Complexo Hospitalar dos Estivadores completa um ano

Durante a cerimônia de um ano do Complexo, também foi comemorado os bons resultados do hospital. O local possui 36 leitos de alojamento conjunto, cinco salas de pré-parto, parto e pós-parto e duas salas cirúrgicas obstétricas e atende parturientes de toda a região.

“Em 2013, existia uma perspectiva de reformar um andar. Mas decidimos reformar e, mais que isso, reconstruir esse espaço para ser um local de referência”, comemora Paulo Alexandre.

Até 30 de janeiro de 2018, foram realizados 11.314 atendimentos no Pronto Atendimento Obstétrico e 2.271 partos, sendo 50% de Santos, 20% de Cubatão, 14% de São Vicente, 7% de Praia Grande, 3% de Guarujá e 2% de Bertioga. Além disso, 63% dos nascimentos foram de parto normal.

“Temos a oportunidade de comemorar vários indicadores positivos e a satisfação dos usuários do hospital”, diz o secretário de Saúde, Fábio Ferraz.

Voluntariado

O projeto de lei do vereador Antonio Carlos Banha Joaquim, que institui o serviço de voluntários no Hospital dos Estivadores, virou lei e foi sancionado pelo prefeito. A lei instituiu o serviço em parceria com o Fundo Social de Solidariedade.

As voluntárias participaram da cerimônia e começam a atuar no hospital no dia 23 deste mês. Serão 25 voluntárias, identificadas com a cor verde.

“No Brasil, apenas 2% de sua população pratica o voluntariado. Esse tipo de serviço visa impregnar a misericórdia, a caridade e o amor ao próximo”, relata o ­vereador.