Moraes pede mais documentos para que X seja reativado no Brasil

Medida foi determinada após o X indicar nesta sexta-feira uma nova representante legal no País

Recentemente, a rede social X, antiga Twitter, controlada por Elon Musk, foi bloqueada pelo ministro Alexandre de Moraes

Recentemente, a rede social X, antiga Twitter, controlada por Elon Musk, foi bloqueada pelo ministro Alexandre de Moraes | Reprodução/X

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou neste sábado (21/9) que a rede social X (antigo Twitter) envie à Corte novos documentos para comprovar o retorno de uma representante legal da empresa no Brasil.

A medida foi determinada após o X indicar nesta sexta-feira o nome da advogada Rachel de Oliveira Villa Nova para atuar como representante legal no País.

O envio foi feito para cumprir a determinação do ministro, que deu prazo de 24 horas para a empresa comprovar a reativação da representação no Brasil. O prazo terminou às 21h29 da última sexta-feira (20/9).

Em nova decisão, Moraes afirmou que a entrega dos documentos não foi cumprida corretamente e solicitou uma cópia das procurações societárias originais outorgadas pela rede social à advogada e da ficha de breve relato expedida pela Junta Comercial de São Paulo. O prazo para entrega é de cinco dias.

O ministro também deu 48 horas para a Receita Federal e o Banco Central informarem a situação cadastral da empresa no Brasil e para a Polícia Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) enviarem um relatório sobre a possibilidade de utilização de outros meios tecnológicos para acessar a rede.

No mesmo prazo, a secretaria judiciária do STF deverá atualizar o valor das multas devidas pelo X em função de diversos descumprimento de decisões judiciais proferidas por Moraes.

No mês passado, o ministro retirou o X do ar após a empresa fechar o escritório do Brasil. Ter uma sede no país é condição obrigatória para qualquer firma funcionar no Brasil.

No dia 17 de agosto, o bilionário Elon Musk, dono da rede social,  anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.