Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro / Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (15), a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A unidade, conhecida como Papudinha, passará a ser o local de custódia do ex-chefe do Executivo.
Até então, Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal, onde ocupava uma Sala de Estado Maior. A decisão mantém o mesmo tipo de acomodação no novo endereço.
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Na Papudinha, Bolsonaro ficará em uma Sala de Estado Maior com área total de 64,8 metros quadrados. Desse espaço, 54,7 metros quadrados são cobertos e outros 10 metros correspondem a uma área externa. A cela conta com ambientes como quarto, sala, banheiro, cozinha e lavanderia.
O ministro também autorizou a adaptação do espaço, incluindo a instalação de grades de proteção e barras de apoio na cama e em outros pontos da acomodação, providências que ficarão a critério da defesa.
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A decisão prevê assistência médica integral, com acompanhamento 24 horas por dia de médicos particulares previamente cadastrados.
Em situações de urgência, Bolsonaro poderá ser levado imediatamente a um hospital, com a obrigação de a defesa comunicar o deslocamento ao Supremo em até 24 horas.
Também foi autorizada a realização de sessões de fisioterapia nos dias e horários indicados pelos médicos responsáveis, desde que o profissional seja previamente cadastrado e o juízo informado.
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O uso de equipamentos de fisioterapia, como bicicleta e esteira, foi igualmente permitido dentro da área de custódia.
Moraes manteve a autorização para visitas de familiares próximos. Poderão visitar o ex-presidente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os filhos Carlos, Flávio e Jair Renan Bolsonaro, além de Laura Firmo Bolsonaro e da enteada Letícia Marianna Firmo da Silva.
As visitas deverão ocorrer às quartas e quintas-feiras, em janelas de horário previamente definidas ao longo do dia.
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A decisão também garante assistência religiosa, com atendimentos realizados por um bispo e um pastor indicados, em dias específicos da semana, por período determinado.
O ministro autorizou ainda a entrega diária de alimentação especial, ficando a cargo da defesa indicar, em até 24 horas, a pessoa responsável pelo fornecimento das refeições.
Bolsonaro também foi incluído no programa de remição de pena por leitura, mecanismo previsto na legislação para redução de pena mediante atividades educacionais.
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Ao detalhar as condições da custódia, Moraes ressaltou que, apesar de serem absolutamente excepcionais e privilegiadas, as medidas não transformam o cumprimento da pena em uma situação de conforto incompatível com a execução penal.