Moradores do Japuí pedem melhorias e escola para o bairro

Os problemas citados vão desde o valor de uma obra até o abandono de um terreno que deveria abrigar uma unidade de ensino

Moradores do Japuí, em São Vicente, estão descontentes. Os problemas citados vão desde o valor de uma obra de revitalização na Praça Álvaro Trevisan, orçada em R$ 420 mil, até o abandono de um terreno que, desde 2010, aguarda para abrigar uma escola.   

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A obra da praça começou em junho deste ano com previsão de ser entregue em junho do ano que vem. Mas, os moradores questionam os mais de R$400 mil investidos em um local que, para eles, estava em boas condições. 

“A praça estava boa, com piso conservado, não precisava de reforma. Enquanto gastam dinheiro aqui, o terreno onde seria construída uma escola está abandonado há quase dez anos”, diz um morador. 

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O terreno citado fica na Rua Joaquim Campos e seria utilizado para a construção de uma escola de Educação Infantil. O DL chegou a fazer uma matéria em junho de 2013 mostrando o descaso. Na época, uma placa indicava que a construção da unidade era para ter sido iniciada em janeiro de 2010 e concluída em julho de 2011. A obra, orçada em R$ 1,4 milhão, foi financiada pelo Governo Federal, e até hoje está esquecida. 

Já na Rua Ernesto Sebastião do Nascimento, outro terreno abandonado que, segundo os munícipes, também seria da prefeitura, tem causado dor de cabeça à vizinhança. O local está cheio de mato, lixo, entulho, água parada e móveis velhos. 

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O descarte irregular feito pela própria população acontece porque, de acordo com os moradores, eles solicitam, mas não são atendidos pelo serviço de cata-treco oferecido pelo município. 

“A gente liga, mas eles não veem. Aí o pessoal cansa de esperar e acaba jogando aí. Outro problema é a questão da dengue. A cidade faz campanha para falar sobre a doença, mas deixa um terreno de propriedade municipal cheio de água parada?”, questiona Suellen Carvalho. 

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Ela também reclama sobre a falta de médico na Unidade Básica de Saúde do Japuí. “Não há profissionais para substituir a médica durante o período de férias”.  

CASA CEDENDO

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Ronaldo Daineze mora no bairro há 25 anos, em uma casa ao lado da praça que passa pela revitalização. De acordo com ele, desde que a obra começou a água que antes corria pela galeria da rua agora fica empoçada ao lado do muro porque, com a retirada de terra, o nível da praça ficou mais baixo que o da via. 

“Minha casa está cedendo por causa disso. A pilastra da garagem está com rachadura por conta da umidade e o chão cedeu”, afirma.  

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RESPOSTA 

A prefeitura informou que a limpeza do terreno está na programação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedup), mas salientou a importância de não jogar lixo e entulho em terrenos baldios ou áreas vazias, já que o bairro conta com o serviço de recolhimento de móveis (pelos telefones 3464-7158 e 3462-9740, das 8h às 12h e das 13h às 17h) e coleta domiciliar.  

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Com relação à falta de médico na Unidade Básica de Saúde do bairro, a Secretaria da Saúde (Sesau) disse que uma médica cobrirá as férias da profissional da unidade.

Quanto à revitalização da Praça Álvaro Trevisan, informou que a obra inclui a substituição de piso, mobiliário e novo paisagismo. Sobre a reclamação de infiltração na residência, a Secretaria de Projetos Especiais (Sepes) enviará um técnico ao local para verificar se a origem do problema está relacionada ao terreno em questão.

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Também afirmou que há interesse em retomar as obras da escola. “A Prefeitura presta contas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE) para conseguir retomar o projeto na área. Assim que tiver o parecer do FNDE, as obras serão retomadas”.