Moradores do Balneário Guarujá dizem que Prefeitura é negligente com o bairro

Ruas de terra, mato alto, lama, um canal com água parada, proliferação de caramujos, ratos e cobras

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14 FEV 201323h46

Esses são os problemas apontados pelos moradores do bairro Balneário Guarujá, na Enseada (Guarujá). Eles se declaram indignados porque o IPTU naquela região varia entre R$ 1 mil e R$ 5 mil.

Segundo o morador Luciano Lopes, faz três anos que o bairro não recebe serviços de manutenção como capinagem e nivelamento de rua. Com base nisso, Luciano pretender ingressar com representação no Ministério Público contra o Governo Municipal, pedindo abertura de ação civil pública. Luciano entende que a Prefeitura está sendo negligente com o bairro, uma vez que todos os moradores contribuem com o IPTU.

Luciano contesta ainda o material que está sendo utilizado para o asfaltamento da Avenida Atlântica. “Estão colocando aqui areia e pó de pedra. Aqui passa caminhão e ônibus e vai fazer buraco novamente”.

As moradoras Jailda de Jesus Santos e Lia Conceição Faria Nardes mostram o canal existente entre a Avenida Atlântica e a Rua Achibalde, que está coberto de mato e com água parada. “Como você pode ver não tem nada aqui indicando que ali, no meio daquele mato, tem um canal. Aqui passa ônibus, carro, caminhão, é um perigo”, apontou Jailda.

“Outro dia um carro caiu no canal. Uma mulher que estava com os filhos no carro não viu que tinha um canal ali”, complementou Lia. A vendedora Elaine Cristina Arthemia Leite que mora na Rua J, reclama que seu vizinho joga entulho na frente de sua casa porque a Prefeitura não fiscaliza. “Ninguém faz nada. Sempre tem entulho na porta das minha casa”, disse ela.

Adailta Santos Mariano disse que os próprios moradores é que fazem a capinação do mato, quando podem. “Por causa desse mato aí, aparecem muitos caramujos, ratos e até cobras que entram pra dentro das nossas casas”.

Resposta

Em nota, a Prefeitura informou que as obras de urbanização da Av. Atlântica foram retomadas no dia 11 e compreendem um trecho de 9.800 m², partindo da esquina com a Av. Dom Pedro I até a Escola Municipal Sérgio Pereira Rodrigues, na Cidade Atlântica.

A Prefeitura explica que as guias e sarjetas que estão sendo construídas contemplam a primeira fase do projeto. No total, serão implantados mais de 1.300 metros de tubulação e 3.200 metros de guias e sarjetas. Também foram colocados 17 poços de visita, construídas 44 bocas de lobo e reformadas outras 16. Os serviços são executados pela empresa Termaq Terraplanagem Construção Civil e supervisionados pela Secretaria Municipal de Infra-Estrutura e Desenvolvimento Urbano.

De acordo com a Prefeitura, a primeira fase, orçada em R$ 568 mil, minimizará os problemas de escoamento de água das chuvas e o acúmulo de poças d’água no meio da via, que prejudicam o trânsito.

O engenheiro da diretoria de Operações Urbanas da Prefeitura, Gérson Kensei Tamayose, explicou que houve atraso na execução das obras devido à grande quantidade de chuvas nas últimas semanas e a uma prorrogação no contrato (aditamento), que não previa a pavimentação asfáltica.

De acordo com o engenheiro, a construção de guias e sarjetas deve ser concluída em fevereiro, quando a rua estará pronta para receber a pavimentação, no trecho de 800 metros. Na pavimentação serão investidos mais R$ 175 mil, totalizando o custo da obra em aproximadamente R$ 750 mil). As obras serão custeadas com recursos do Município.