Moradores denunciam falta de medicação na policlínica do Jd. São Manoel

As reclamações foram feitas na manhã de ontem, durante um protesto em frente à unidade na Zona Noroeste

Maria Laura está há oito meses tentando marcar uma consulta com um neurologista. Já Maria dos Santos reclama que desde o ano passado tenta agendar um exame otoneurológico, sem sucesso. “O 0800 (Central de Agendamentos de Exames da Secretaria Municipal de Saúde) não atende, e quando atende pede para retornar a ligação no mês que vem porque este já está com o agendamento completo”. Na cadeira de rodas, ‘Gomes’, diz: “a saúde de Santos está na UTI”.

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As reclamações foram feitas na manhã de ontem, durante um protesto em frente à Policlínica do Jardim São Manoel. Segurando cartazes, encaminhamentos para exames que nunca foram feitos e pedidos de remédios que estão em falta, os moradores da Zona Noroeste de Santos se reuniram para chamar a atenção do poder público em relação ao que chamam de “descaso” com quem precisa contar com a saúde pública na cidade.

As primeiras reivindicações foram relacionadas aos serviços prestados na Policlínica do Jardim São Manoel. Renilda Almeida explicou que a quantidade de remédios encaminhada para a unidade é pequena.

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“Vem pouco remédio pra cá, aí o pessoal vem pegar e já acabou”.

A Reportagem verificou que, de fato, ontem não tinha mais medicação para controle de pressão, nem anticoncepcional. Os munícipes também questionaram a demora para consertar a cadeira do consultório dentário – inutilizado há meses.

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Questionado, o chefe do Departamento de Atenção Básica, Cristian Weiser, disse que realmente faltam alguns medicamentos nas policlínicas e que isso acontece por causa do aumento da demanda de pacientes. Mas afirmou que a Secretaria de Saúde está concluindo um estudo com objetivo de mapear e aumentar a cota de remédios enviada para cada unidade de saúde de Santos.

“A previsão é que até o fim de outubro esta situação esteja regularizada”, disse.

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Quanto à demora para consertar a cadeira odontológica, explicou que no último dia 30 de agosto houve um pregão eletrônico para aquisição de novas cadeiras odontológicas, e que em breve serão instaladas. Porém, ressaltou que o atendimento odontológico na Policlínica do Jardim São Manoel não é prejudicado porque há outra sala disponível e equipada para essa especialidade.

“Ressalto que estamos trabalhando para melhorar o atendimento. Em outubro, iniciaremos a construção de um espaço de conveniência na policlínica que será entregue até o fim do ano para a realização de terapias”, informou Cristian.

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Em relação à demora para agendar exames via Central de Atendimento, Weiser explicou que a demanda é baixa e por isso há poucos atendentes. Porém, está em formalização a contratação de uma nova empresa de call center especializada em agendamentos médicos.

UPAS.

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Os manifestantes reclamaram também do atendimento emergencial realizado pelas UPAS da cidade (Unidade de Pronto Atendimento).

Eles afirmam que mesmo os casos emergenciais demoram para serem atendidos.

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“Se alguém chega com princípio de infarto, por exemplo, recebe a classificação de emergência, mas fica aguardando o médico chamar. Aí só depois de passar pelo atendimento é que recebe encaminhamento para ir a um hospital conveniado. Essa demora agrava os casos, ou a pessoa pode até morrer, como já aconteceu. É um absurdo”, declara Renilda.

Segundo a assessoria da prefeitura, as UPAS são preparadas para estabilizar os casos emergenciais. Após este processo, em casos de cirurgia ou internação, o paciente é encaminhado para os hospitais conveniados da cidade, como a Santa Casa.