Moradores de Xerém reclamam da falta de informação

Por causa das forte chuvas, moradores que tiveram suas casas enterditadas reclamam da falta de informação e demora no pagamento do auxílio aluguel.

Comentar
Compartilhar
15 JAN 201317h43

Moradores do distrito de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que tiveram as casas interditadas por causa das forte chuvas que atingiram a região, reclamam da falta de informação e da demora para o pagamento do aluguel social, previsto para ser entregue na semana passada às famílias. O governo local prevê o início do pagamento até sexta-feira (18).

A prefeitura anunciou que cerca de 150 casas às margens do Rio Capivari, que transbordou com as chuvas, serão demolidas, por estarem sob risco de desabamento, e que os moradores nessas áreas vão receber auxílio de R$ 500 pelo período de seis meses. Ao todo, 45 casas já foram derrubadas e as famílias estão em abrigos no município.

Algumas pessoas continuam em áreas condenadas pela Defesa Civil. É o caso da restauradora de arte barroca Márcia Luzia de Souza, que mora em uma casa interditada. "A Defesa Civil veio até aqui e me deu um laudo de imóvel em área de risco, mas aí sumiu todo mundo. Eu não sei mais o que fazer. Tenho duas crianças pequenas, um de 5 anos e a outra de 7. Eu não consigo dormir mais. Nem consigo comer preocupada com os meus filhos. A prefeitura não está dando nenhuma recomendação para os moradores. Aqui vai acontecer a mesma coisa que aconteceu em Petrópolis e Teresópolis", disse.

Temporal que castigou o distrito de Xerém, os moradores ainda contabilizam os estragos. (Foto: Vladimir Platonow/ABr)

Para o pedreiro Augusto Silva, que também vive em uma área interditada, reclama da falta de informação. "Está uma confusão danada, ninguém sabe ao certo o que vai acontecer. A gente não fica sabendo de nada. Não tem ninguém para orientar as pessoas, ninguém dá uma posição definitiva. Não tem sido fácil viver aqui", disse.

Segundo a prefeitura de Duque de Caxias, o pagamento do aluguel social depende do repasse de R$ 30 milhões por parte do Ministério da Integração Nacional. A verba também será usada para custear obras de infraestrutura, como a recuperação de pontes e córregos destruídos. Todas as obras em caráter emergencial serão feitas em conjunto com a Defesa Civil Municipal, com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Compahia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae).