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Moradores da Rua Bóris Kauffmann temem obra na Alemoa, em Santos

Eles e comerciantes acreditam que pavimentação da Bóris Kauffmann, sem tubulação maior, vai aumentar enchentes

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29 JUL 2020Por Carlos Ratton07h00
Prefeitura: drenagem será resolvida com intervenções feitas de acordo com as escavaçõesFoto: Nair Bueno/DL

Moradores e comerciantes da Rua Boris Kauffmann, na Alemoa, ameaçaram parar a nova pavimentação da via, promovida a partir da última sexta-feira, pela Prefeitura de Santos. Eles acreditam que a canalização não é apropriada e temem que as enchentes fiquem piores do que já são.

A rua é a principal via de ligação entre a Avenida Nossa Senhora de Fátima e a Rodovia Anchieta. "Vão resolver o problema do trânsito, mas vão sacrificar moradores e comerciantes dos dois lados da via, mais baixa do que as ruas que estão ao redor", informou um morador.

A obra está inserida no programa Nova Entrada de Santos que, segundo o próprio prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), será entregue incompleta no final do ano e sem resolver a questão de drenagem, mantendo as enchentes na Alemoa e adjacências. Tudo, segundo ele, por falta de repasses federais na ordem de R$ 300 milhões. O fim das enchentes foi uma das principais justificativas para a realização da obra.

Para os moradores e comerciantes, a tubulação que recebe as águas pluviais deveria ser maior. "Estão fazendo as calçadas na altura que querem, pretendem aterrar a parte mais baixa, sem fazer troca de tubulação. Casas e comércios que ficam em ambos os lados vão ficar submersas", adianta o morador. Ele informou que os engenheiros da Prefeitura, percebendo a falha, resolveram se reunir com moradores e comerciantes para uma solução conjunta.

Prefeitura

Questionada, a Prefeitura informa que a drenagem será resolvida com intervenções feitas de acordo com as escavações "in loco", garantindo fluidez e caimentos superficiais. A obra de drenagem será iniciada assim que forem resolvidas questões de remoção. O processo que está em discussão para estas remoções foi recentemente para a COHAB-ST, para verificar as possibilidades de atendimento a um projeto maior, que visará a remoção dos barracos que fecharam o rio Lenheiros, e que causam as inundações crônicas daquele local.

Além da remoção de imóveis, na sua maioria comércios, que invadiram o leito da via pública, estreitando-a, a obra de readequação de drenagem e garantia de passagem de pedestres de forma mais segura, contará com sinalização e semaforização realizadas após essa fase.

No trecho final da via, entre a Travessa São Jorge e a marginal direita da Via Anchieta, além dos serviços de pavimentação, serão realizadas intervenções para eliminar as águas que ficam paradas quando chove forte.

Minfra

Sobre a nova entrada da Cidade, semana passada, o Ministério da Infraestrutura (Minfra) e a Santos Port Authority (SPA) informaram que estão contratando a elaboração dos projetos básico e executivo. O primeiro, segundo a SPA, tem um prazo de até 18 meses para ser finalizado.

Conforme anunciado, só após a aprovação dos projetos é que começará a construção de um viaduto entre a Via Anchieta e o Porto de Santos. Sem a ligação entre a Via Anchieta e o Porto, a fluidez na entrada da Cidade não atingirá o potencial esperado, e os problemas de drenagem não serão resolvidos por completo.

De acordo com o Minfra, para que os projetos e obras fossem iniciados, primeiro haveria a necessidade de cessão de parte do terreno que era da antiga Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). O trecho entre a Alemoa e Saboó estava sob domínio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU).