Moradores da Ilha Caraguatá esperam há anos por fim de enchentes

A Prefeitura de Cubatão e a Sabesp não se entendem sobre resolução do problema enfrentado pela população no bairro

Jogo de empurra. Assim a Prefeitura de Cubatão e a Sabesp estão respondendo aos moradores da Ilha Caraguatá, que há anos sofrem com as enchentes causadas pelas chuvas ou pelas cheias da maré. A reclamação veio, principalmente, de residentes na Rua Nelson Nunes de Azevedo.

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Os munícipes lidam com o problema há anos, mas nos últimos cinco a situação piorou. A passagem de veículos e pedestres em algumas vias do bairro é impraticável. E eles denunciam: não tem manutenção da rede de esgoto e nem dos bueiros das vias.

Questionada, a Prefeitura informou que a manutenção da rede de esgoto é de responsabilidade da Sabesp. “A Ilha Caraguatá tem algumas ruas no mesmo nível do rio e em dias de maré alta e chuva forte, as ruas que estão na parte mais baixa do bairro podem alagar. Algumas dessas ruas necessitam de reparos da Sabesp, pois a rede de drenagem e algumas manilhas foram danificadas durante execução de serviços da empresa. A Prefeitura tem inclusive vários processos abertos intimando a Sabesp a corrigir os problemas nas ruas Nicolau Cuqui, José de Castro e Nelson Nunes de Azevedo”, aponta.

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Já a Sabesp se defende informando que “a situação apontada pelos moradores está relacionada ao sistema de drenagem urbana, que é de responsabilidade da Prefeitura”, justifica. 

Já com relação aos pontos mencionados pela Prefeitura que precisam de reparos da Sabesp, a companhia segue aguardando o relatório de endereços. “Somente a partir deste documento serão realizadas vistorias para apurar a responsabilidade da companhia em cada caso”, completa. 

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Já sobre a limpeza dos “bueiros” (bocas de lobo) nas vias, a Prefeitura assume a responsabilidade e explica que o serviço é executado em todos os bairros da cidade a cada seis meses. “Na Ilha Caraguatá, o serviço foi realizado entre dezembro e janeiro”. A próxima limpeza está programada para a segunda quinzena de abril. ”Entre os serviços a serem executados estão a limpeza das caixas de inspeção, limpeza das bocas de lobo e limpeza do poço de visita de águas pluviais”, finaliza.

Moradores precisam adaptar moradias para não perder móveis

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“A gente tem que dar sorte de estar em casa quando a chuva vem ou a maré sobe. Se a casa estiver vazia, a gente perde tudo”. Esta é a solução que o eletricista Fabiano Eugênio arrumou para não sofrer mais com as enchentes no bairro.

Segundo ele, não precisa de muito. “Uma pancada de um minuto de chuva e a rua já está alagada”, comenta. A mesma afirmação da dona de casa Ângela dos Santos, que mora no bairro há 36 anos. “Precisei subir contenções nas portas de casa para a água não invadir. E nem precisa chover muito para a gente ter que correr”.

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Já para a dona de casa Maria Helena de Cristo, a dificuldade maior é sair de casa. “Quando a rua está alagada, eu e meus netos ficamos presos dentro de casa. Muitos ratos aparecem e o cheiro é horrível, tenho medo de doenças”, reclama.

Para solicitar o serviço os munícipes podem ligar para a Divisão de Limpeza Urbana, no telefone (13) 3361-2177.