Moradora monta boutique em uma van em Itanhaém

Após algumas pesquisas de modelo de van, Perla e o marido resolveram investir e, por meio de um empréstimo, compraram uma van

Angelina Perla Rodrigues Lima teve a ideia de montar uma loja de roupas em uma van adaptada após concluir sua faculdade

Angelina Perla Rodrigues Lima teve a ideia de montar uma loja de roupas em uma van adaptada após concluir sua faculdade | Nair Bueno/Diário do Litoral

Montar uma loja de roupas em uma van adaptada. Essa foi a ideia que a assistente social Angelina Perla Rodrigues Lima, de 45 anos, teve em 2018, após concluir a faculdade de Serviço Social. A “Pérola Boutique Móvel” é uma loja de roupas femininas, com modelos exclusivos, e que vai até a casa das clientes, em Itanhaém.

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“Apesar de já estar formada em Serviço Social me vi sem perspectiva para trabalhar na área. Como fiz estágio na prefeitura, já conhecia muitas pessoas e comecei a revender lingerie, como sacoleira, no ano de 2015”, conta.

Ao comprar uma jaqueta, no final de 2016, ela começou a comprar roupas, em São Paulo, para revender em Itanhaém. E o negócio deu certo.

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“Porém já estava cansada de carregar sacolas. Inicialmente pensei em adaptar a loja em um veículo Doblô. Pesquisei na internet e vi uma boutique móvel em uma van, em São Paulo”.

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Após algumas pesquisas de modelo de van, Perla e o marido resolveram investir e, por meio de um empréstimo, compraram uma van. “O preço que pagamos na van foi o mesmo valor que gastamos para fazer a adaptação dos móveis específicos para veículos. Desenhei a logomarca e mandamos envelopar”.

Como ela já tinha a sua clientela fixa, começou a vender roupas na van, no início de 2018.

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Perla vende somente roupas femininas, com modelos exclusivos. Ela também já conhece bem as clientes e, muitas vezes, traz os modelos que cada uma prefere.

Na van são oferecidas roupas femininas como vestidos, calças, macacão, bermudas e blusas. Tem ainda um provador para as clientes. Ela trabalha com peças exclusivas, e ao comprar um modelo, vai oferecer a peça nos tamanhos P, M ou G, em cores variadas, para evitar repetição.

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“Apesar de ser uma empreendedora e ter uma loja móvel, a sacoleira ainda está em mim. Já trabalhei com as vendas no Instagram e no Facebook, mas o que dá um bom retorno é o boca a boca”, destaca.

As próprias clientes já fazem a propaganda da loja. Perla trabalha com uma agenda e marca dia e horário para passar na casa delas. E em uma hora e meia ela atende cada uma.

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“Às vezes, as clientes não tem tempo e nem disponibilidade para comprar. Algumas chegam a marcar no domingo, abro exceções e vou até a casa da cliente”.

Perla vai comprar as mercadorias no Brás, em São Paulo, uma vez por mês. E já tem os fornecedores certos das mercadorias por atacado. Ela trabalha de segunda a sábado, das 10h às 18h.

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PANDEMIA.
Com o início da pandemia da Covid-19, em 2020, ficou bem difícil manter o negócio.

“Tenho muitas clientes que são professoras da rede municipal e como elas ficaram sem poder sair de casa, também não podia sair para vender, durante quase um ano. Fiquei quatro meses sem vender uma peça de roupa. Só não entrei em falência porque não tenho funcionárias e não pago aluguel”, ressalta.

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Perla teve que usar todo o seu capital de giro e fazer um empréstimo no Banco do Povo para recomeçar as vendas. “Foi bem difícil, pois a pandemia aconteceu no período em que estava no ápice. Minha sorte é que tenho a van e consegui recomeçar. Fiz promoções com as mercadorias antigas”.

Além disso, ela também se contaminou com o coronavírus, em janeiro deste ano, e ficou um mês parada. “Apesar de algumas clientes entrarem em contato, preferi não arriscar a vida de outras pessoas”, frisa.

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PLANOS.
“Minha expectativa é crescer ainda mais, continuar com as vendas, além de fazer novamente o envelopamento da van. Num futuro próximo pretendo montar uma loja física na Cidade”.

Perla também faz a divulgação das mercadorias por meio do Instagram (@perola_boutique_movel) e no Facebook (perolaboutiquemovel).