Monstro em São Vicente? A história real do ser de 3 metros que aterrorizou o litoral de SP

Conhecido como Ipupiara, este 'homem marinho' é o mito mais famoso da Baixada Santista, mas sua história carrega um peso diferente de outras lendas

O monstro soltava gritos estranhos e possuía uma aparência aterrorizante: corpo coberto de pelos, focinho com bigodes e pés em formato de barbatanas

O monstro soltava gritos estranhos e possuía uma aparência aterrorizante: corpo coberto de pelos, focinho com bigodes e pés em formato de barbatanas | Reprodução/Moro em São Vicente e Região

O que você faria se encontrasse uma criatura de 3,5 metros de altura, braços longos e dentes afiados caminhando pela areia à noite? Para os habitantes da Vila de São Vicente em 1564, isso não era um filme de terror, mas um relato registrado em documentos históricos que sobrevivem até hoje.

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Conhecido como Ipupiara, este ‘homem marinho’ é o mito mais famoso da Baixada Santista, mas sua história carrega um peso diferente de outras lendas: ela foi documentada por cronistas da época como um evento real.

O encontro fatal na Praia do Gonzaguinha

Segundo o cronista português Pero de Magalhães Gândavo, em seu livro ‘História da Província de Santa Cruz’, tudo começou quando uma indígena escravizada avistou a criatura na orla da atual Praia do Gonzaguinha.

O monstro soltava gritos estranhos e possuía uma aparência aterrorizante: corpo coberto de pelos, focinho com bigodes e pés em formato de barbatanas.

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O capitão-mor da Vila, Baltazar Ferreira, foi chamado ao local. Ao se deparar com a silhueta colossal, ele não hesitou e golpeou o monstro na barriga. Os gritos de dor da criatura foram tão altos que acordaram toda a Vila de São Vicente.

Lenda ou criatura desconhecida?

Diferente de outros mitos, o corpo do Ipupiara teria sido levado para a praça pública, onde a população se reuniu para observar o ser bizarro que habitava o Oceano Atlântico.

Curiosidade histórica: Historiadores debatem se o Ipupiara seria uma interpretação fantasiosa de um animal real, como um elefante-marinho ou um lobo-marinho, que raramente apareciam no litoral brasileiro naquela época, causando pânico e confusão.

Do monumento ao fogo: A marca em São Vicente

A lenda é tão viva que o Ipupiara ganhou um monumento na Praça 22 de Janeiro. No entanto, a história da criatura parece cercada de eventos estranhos: em 2016, a estátua pegou fogo em circunstâncias que impressionaram os moradores, mantendo viva a aura de mistério sobre o ‘devorador de homens’.