Enquanto muitos municípios cancelaram festividades devido a restrições orçamentárias, Mongaguá apostou em um modelo de parcerias institucionais e apoio do Governo do Estado / Divulgação/PMB
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O que parecia impossível aconteceu: sob decreto de calamidade administrativa desde julho de 2025, Mongaguá surpreendeu a Baixada Santista ao realizar um dos maiores Carnavais da sua história. Com organização estratégica, a cidade recebeu 120 mil foliões em cinco dias de festa, provando que é possível unir responsabilidade fiscal e grandes eventos.
O balanço final impressiona não apenas pelo público, mas pelas cifras: o evento teve custo zero para os cofres municipais e ainda gerou uma arrecadação de R$ 100 mil para a prefeitura.
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Enquanto muitos municípios cancelaram festividades devido a restrições orçamentárias, Mongaguá apostou em um modelo de parcerias institucionais e apoio do Governo do Estado.
Movimentação no comércio: Cerca de R$ 800 mil circularam na economia local.
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Turismo em alta: O setor imobiliário e a rede de serviços registraram ocupação intensa.
Arrecadação direta: Diferente do modelo tradicional onde a cidade gasta, aqui o evento deu lucro.
"Estamos reconstruindo a confiança e o orgulho da nossa população", afirma Marcelo Bucanas, secretário de Turismo.
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A estratégia para evitar aglomerações perigosas e manter o ambiente familiar foi a descentralização. A festa não ficou restrita ao Centro:
Palco Orbital: Instalado na Praça Dudu Samba, recebeu nomes como DJ Chucky, Banda Marijuara e o tradicional Bloco do Bilau.
Folia nos Bairros: Blocos como o Vai Quem Quer e a Bateria da Feliz Idade garantiram a alegria na Vila Operária e Agenor de Campos.
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Saúde na Avenida: O Bloco da Saúde atuou com prevenção e distribuição de preservativos durante todos os dias.
Para a gestão municipal, o sucesso do Carnaval não foi um evento isolado, mas o início de um projeto de retomada. Após meses de incertezas administrativas, a cidade volta ao calendário turístico regional com fôlego renovado, gerando emprego e fortalecendo o comércio de ponta a ponta, da Plataforma de Pesca ao Centro.