O local exato da Basílica de Vitrúvio era o centro de um debate histórico secular / Divulgação/Prefeitura de Fano
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Arqueólogos italianos solucionaram um dos maiores mistérios da Roma Antiga ao confirmarem a descoberta dos restos da famosa Basílica de Vitrúvio. O anúncio oficial foi feito na última segunda-feira (19) por Luca Serfilippi, prefeito de Fano, cidade localizada no centro da Itália onde as ruínas foram identificadas.
Segundo o prefeito, a confirmação representa um momento aguardado há mais de dois milênios e promete ter uma projeção mundial sem precedentes para a região.
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O achado confirma as suspeitas que surgiram no início de 2023, quando fragmentos de um antigo edifício público da era romana foram encontrados durante uma obra na cidade.
O local exato da construção era o centro de um debate histórico secular, já que Vitrúvio mencionava em seus escritos ter erguido uma basílica em Fanum Fortunae (atual Fano), mas o paradeiro da obra permanecia desconhecido até agora.
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Marco Vitrúvio Polião, que viveu entre 80 a.C. e 15 a.C., foi o autor da obra "De Architectura", o tratado que estabeleceu as bases fundamentais da arquitetura clássica.
Sua influência atravessou milênios, chegando até o Renascimento, quando Leonardo da Vinci baseou seu icônico desenho do "Homem Vitruviano" nas proporções do corpo masculino descritas pelo arquiteto romano em seu livro.
Diferente do conceito religioso atual, o termo basílica na Antiguidade referia-se a grandes espaços cobertos destinados a assembleias e funções públicas. A confirmação da existência física deste projeto específico de Vitrúvio é considerada um marco para a história da arte e da engenharia.
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O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, celebrou a notícia classificando-a como excepcional para a história mundial.
Ele chegou a comparar a importância do evento com a descoberta da tumba de Tutancâmon, ocorrida em 1922, afirmando que os livros de história registrarão este dia como um divisor de águas.
Para os especialistas, encontrar a única obra que Vitrúvio relata pessoalmente ter construído permite uma nova compreensão sobre as técnicas descritas em seu tratado.
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A prefeitura de Fano e o governo italiano agora planejam como as ruínas serão preservadas e integradas ao patrimônio cultural para visitação pública e estudos acadêmicos aprofundados.