Ministério Público denuncia fraude e cartel em Peruíbe

Denúncia do promotor envolve cinco representantes de três empresas fornecedoras de produtos de limpeza à Prefeitura

O promotor de Justiça de Peruíbe, Daniel Gustavo Costa Martori, apresentou denúncia criminal à Justiça contra cinco representantes de três empresas fornecedoras de produtos de limpeza à Prefeitura da Cidade por supostas fraude à licitação e cartel. A Administração Municipal não faz parte da denúncia.

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O Ministério Público (MP) se baseou em provas obtidas em procedimento investigatório criminal do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (GEDEC), com apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) da Baixada.

A Reportagem resolveu manter o nome das três empresas e seus responsáveis sob sigilo até a decisão judicial. Elas participaram de pregão presencial da Prefeitura. Segundo o MP, elas faziam acordos entre si visando a fixação artificial de preços e quantidades vendidas.

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O GEDEC iniciou as investigações a partir de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), do Governo Federal.

O MP informa, no documento de mais de 500 páginas, que o GEDEC já investigava as três empresas em suposto superfaturamento de material de limpeza para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

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Também que as empresas são alvo de ações civis públicas de improbidade administrativa em outras cidades. Em Peruíbe, duas delas vêm vencendo licitações por longos períodos – entre 2009 e 2015.

Indícios

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O MP detectou indícios da atuação de cartel por conta de seis pontos que ocorriam constantemente: desistência inexplicável de alguns fornecedores de participar de alguns itens e não oferecimento de lances; empresas qualificadas que não apresentaram propostas; uma única sagrando-se vencedora em todos os lotes; margens de preços estranhas e pouco racionais; concorrentes sempre desclassificados por apresentar vícios formais fáceis de evitar e empresas apresentando números quebrados nas últimas casas decimais.

Segundo o Ministério Público aponta na denúncia, “as empresas fraudaram a licitação estabelecendo regras próprias de cartel. Reuniram-se ou comunicavam-se de forma a fixar os valores, apresentar proposta proforma e de modo que uma empresa sempre deveria vencer, violando criminosamente as leis naturais da economia, especialmente à da livre concorrência”.

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Prefeitura

O promotor Daniel Gustavo Costa Martori esclarece que entendeu haver indícios suficientes apenas contra as pessoas denunciadas e não contra a Prefeitura de Peruíbe.

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Ele revela, por sua Assessoria, que a denúncia foi oferecida na última semana de acordo com os elementos colhidos no preparatório de inquérito civil, inclusive em relação às responsabilidade penais apuradas.

Observa ainda que a responsabilidade, em matéria penal, deve ser subjetiva, com elementos mínimos que apontem o dolo na conduta, em tese, praticada.