Mesmo com crise, São Vicente espera crescimento

Expectativa do comércio local é de aumento de 5%. A crise econômica que atinge o País também poderá refletir nas vendas de Natal

O vaivém de pessoas pelas calçadas do Centro de São Vicente é intenso. No entanto, as lojas parecem não receber o mesmo fluxo que passa pelas calçadas dos estabelecimentos neste final de ano. A crise econômica que atinge o País também poderá refletir nas vendas de Natal do maior centro de comércio popular da Baixada Santista. Ainda assim, a Associação Comercial de São Vicente aposta na criatividade dos lojistas para manter um crescimento de 5% em relação ao ano passado.

“Esperamos um ano difícil para o comércio, mas apostamos na tradição da cidade para manter as vendas em um nível de crescimento, mesmo que inferior a anos anteriores. Entre diversas alternativas para atrair os consumidores, muitos lojistas estão investindo em decoração de vitrines, melhorando o preço final para o cliente e criando promoções fora de época”, explicou Regina do Carmo, presidente da Associação Comercial de São Vicente.

Para a comerciante, que foi eleita recentemente presidente da entidade, mesmo diante crise que o País enfrenta, ainda assim será possível atingir um crescimento maior que o mesmo período do ano passado. “A difícil situação econômica no país afetou os comerciantes ao longo do ano, ou seja, o que se espera é um Natal retraído. Portanto, com otimismo e trabalho, esperamos em um crescimento em torno de 5% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirmou Regina.

Com lojas para todos os tipos, gostos e preços, os produtos mais procurados pelos consumidores no comércio vicentino são as bolsas, perfumes, sapatos, roupas, celulares e aparelhos eletrônicos.

Até o final deste mês, a Associação Comercial realizará uma pesquisa para atualizar dados de comerciantes e clientes.  “Queremos ajudar os nossos associadas no planejamento e na previsão das vendas”, explicou Regina.

Segundo dados da Prefeitura de São Vicente, atualmente a região central conta com 1.830 estabelecimentos comerciais. Houve uma redução no número de inscrições novas este ano, foram 732 contra 1.013 do ano passado. Em 2015, 796 inscrições foram encerradas, duas a mais que em 2014 quando foi dado baixa em 794 inscrições.

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Venda de chip

“Chip cinco ‘real’”. A frase é conhecida por quem passa pela Rua Martim Afonso, no Centro de São Vicente. Espalhados na calçada entre a Rua João Ramalho e a Rua Frei Gaspar, os promotores das operadoras de telefonia celular se dividem na busca de compradores. Para conquistar novos clientes, vale tudo: gritar, dançar, pular e abusar da criatividade. E a estratégia dá certo.

“O movimento é bom. O Centro de São Vicente é o mais movimentado da Baixada. Para vendas é o melhor. A gente aborda e explica o produto para o cliente e ele acaba levando. Quem quer vender tem que apostar no marketing”, explica a promotora Aline Dias.

Aline tem 27 anos, mora em São Vicente e sempre atuou com vendas. A abordagem no setor de telefonia celular começou recentemente. “A gente trabalha oito horas por dia. É registrado e tem salário fixo”, contou.

A parceira de trabalho Camila Ratis, de 18 anos, atua com abordagem de telefonia celular há quatro meses e gosta da interatividade com o público. “A gente acaba conhecendo muita gente.”