Mercado Imobiliário em alta e pandemia trazem novos moradores à Baixada Santista

A grande procura é para a aquisição de apartamentos em condomínios residenciais

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07 ABR 2021Por Da Reportagem11h30
Lugares que oferecem maior qualidade de vida são os mais procurados na hora da compra deLugares que oferecem maior qualidade de vida são os mais procurados na hora da compra deFoto: Nair Bueno/Diário do Litoral

As restrições impostas pelo isolamento social fizeram com que as pessoas repensassem seus estilos de vida e, com isso, a Baixada Santista vem se destacando e ganhando novos moradores. Uma projeção realizada pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) estima que as vendas de imóveis devem crescer cerca de 35%, em 2021.

Segundo o diretor da Local Santos Imóveis, Roberto Malavasi, só no ano passado quase 50% dos clientes vieram de outras cidades. "As pessoas estão saindo dos grandes centros e migrando para regiões onde possam encontrar condições ideais para viver, trabalhar e curtir a família”, explica.
 
Neste contexto, a grande procura é para a aquisição de apartamentos em condomínios residenciais. Contudo, desde que o isolamento social se instalou por conta da pandemia, houve um aumento na modalidade de locação. “As pessoas estão testando como é viver nas cidades da região antes de decidirem mudar suas vidas por completo, por meio da compra de um imóvel", salienta Malavasi.

Aliado ao comportamento social, as baixas na taxa básica de juros Selic, que ocorrem sistematicamente desde 2019, contribuem positivamente para a comercialização de imóveis. Há uma evolução no setor imobiliário. De acordo com dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e da Abrainc, em 2020, houve um crescimento de 26,1% na venda de imóveis, representando o melhor desempenho desde 2014.
 
As mudanças e as exigências em relação ao tipo de imóvel também ficaram evidentes neste período, bem como as formas de atendimento e interação entre corretores e clientes, principalmente em relação aos cuidados de higiene, distanciamento e, até mesmo o contato pessoal, imprescindível nesse tipo de atividade.
 
“Estamos buscando alternativas. Os corretores estão em home office e, atualmente, a captação de clientes e até a assinatura de contratos é feita de forma digital, pela internet. Quando a visita ao imóvel é presencial, utilizamos equipamentos de segurança, como máscara facial, álcool em gel e sapatilhas do tipo 'propés', tudo para evitar a contaminação e garantir a segurança de todos”, conclui.