Cotidiano

Menino de 12 anos passa em vestibulares e vira um dos 100 prodígios do planeta

Aprovado em vestibulares antes do ensino médio, ele mira vaga no ITA e carreira espacial

Nathalia Alves

Publicado em 25/02/2026 às 18:20

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Com altas habilidades diagnosticadas na infância, JP já acumula aprovações e planeja estudar no ITA / Divulgação

Continua depois da publicidade

Aos 12 anos, o cearense João Pedro Araújo, de Caucaia (CE), foi incluído em uma seleta lista internacional: ele é um dos 100 jovens prodígios do mundo.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

O reconhecimento, no entanto, é apenas mais um capítulo na trajetória impressionante de um menino que já acumula aprovações em vestibulares antes mesmo de concluir o ensino fundamental e sonha alto: quer estudar Engenharia Espacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Cidade que não tem cemitério, não tem delegado e mesmo assim é uma das melhores do Brasil para viver

• Cidade mais antiga do Brasil conquista visitantes com história centenária e vida tranquila

• Cidade mais segura do Brasil é modelo de segurança e refúgio para moradores

Quem é JP das Galáxias

O apelido "JP das Galáxias" não veio por acaso. Nascido em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, João Pedro revelou sinais de inteligência acima da média ainda na primeira infância. Aos quatro anos, já dominava as quatro operações matemáticas. Aos seis, recebeu o diagnóstico de altas habilidades e passou a ter acompanhamento pedagógico diferenciado.

JP das Galáxias, de 12 anos, acumula aprovações em vestibulares e é reconhecido entre os 100 jovens prodígios do mundo / Fotos: Reprodução/Instagram
JP das Galáxias, de 12 anos, acumula aprovações em vestibulares e é reconhecido entre os 100 jovens prodígios do mundo / Fotos: Reprodução/Instagram
O talento precoce de JP começou a se destacar ainda na primeira infância, quando já dominava operações matemáticas básicas /Redes sociais
O talento precoce de JP começou a se destacar ainda na primeira infância, quando já dominava operações matemáticas básicas /Redes sociais
Com diagnóstico de altas habilidades aos seis anos, JP recebeu acompanhamento pedagógico diferenciado para desenvolver seu potencial/ Redes Sociais
Com diagnóstico de altas habilidades aos seis anos, JP recebeu acompanhamento pedagógico diferenciado para desenvolver seu potencial/ Redes Sociais
A rotina de estudos e o incentivo da família são fundamentais para o sonho de JP de estudar Engenharia Espacial no ITA/ Redes Sociais
A rotina de estudos e o incentivo da família são fundamentais para o sonho de JP de estudar Engenharia Espacial no ITA/ Redes Sociais
JP das Galáxias inspira outras crianças e famílias ao mostrar que talento e estímulo adequado podem transformar curiosidade em conquistas extraordinárias/ Redes Sociais
JP das Galáxias inspira outras crianças e famílias ao mostrar que talento e estímulo adequado podem transformar curiosidade em conquistas extraordinárias/ Redes Sociais

A família trocou brinquedos tradicionais por livros, vídeos e conteúdos científicos, estimulando o interesse natural do garoto pelo cosmos. Esse incentivo precoce ajudou a transformar a curiosidade em um projeto de vida sólido e bem estruturado.

Continua depois da publicidade

Antes mesmo de entrar no ensino médio, JP já havia conquistado aprovações nos vestibulares para os cursos de Matemática e Física na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Administração na Universidade de Fortaleza (Unifor), um feito que demonstra não apenas conhecimento avançado, mas também maturidade para enfrentar provas de alta complexidade.

O papel do diagnóstico precoce e do apoio familiar

A identificação das altas habilidades aos seis anos foi um divisor de águas. A escola passou a trabalhar com conteúdos acelerados, desafiando JP na medida certa e evitando a estagnação que muitas crianças superdotadas enfrentam quando não têm estímulos adequados.

Por trás da trajetória está a mãe, Sarah, que desde cedo percebeu os sinais e buscou apoio profissional. Ela foi responsável por organizar a rotina do filho, selecionar escolas adequadas e criar um ambiente doméstico voltado ao aprendizado. Esse suporte familiar é peça central em histórias de alto desempenho, sem ele, muitos talentos acabam desperdiçados.

Continua depois da publicidade

A família chegou a se mudar para Fortaleza para facilitar o acesso a centros educacionais mais fortes, cursinhos e comunidades científicas. Essa rede de suporte amplia as oportunidades e cria condições ideais para que o talento seja continuamente estimulado.

O sonho do ITA e a falta de políticas públicas

JP tem um objetivo claro: ingressar no ITA e se tornar engenheiro espacial. Para isso, mantém uma rotina de estudos planejada, com ênfase em matemática avançada, física aplicada e leitura técnica.

Estar na lista dos 100 jovens prodígios do mundo, para ele, não é o fim, mas o começo de uma jornada que envolve dedicação e metas bem definidas.

Continua depois da publicidade

A história de JP, no entanto, também escancara uma necessidade urgente: o Brasil ainda carece de políticas públicas eficazes para identificar e acompanhar crianças com altas habilidades. Investir nisso não é luxo, é estratégia de desenvolvimento.

Inspiração para o futuro

O caso de JP das Galáxias mostra que talento, quando encontrado e estimulado, pode se tornar motor de transformação. Mais do que números e aprovações, ele representa uma nova forma de olhar para a educação e para o potencial das crianças brasileiras.

Com diagnóstico precoce, suporte escolar e familiar, crianças superdotadas não apenas brilham individualmente, elas ajudam a elevar a média da educação e a preparar o país para desafios em áreas estratégicas como ciência, tecnologia e engenharia.
 

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software