Cotidiano
Expectativa de queda nos juros e novos investimentos na região de Santos e Praia Grande animam o setor para os próximos meses
Vale a pena financiar um imóvel com os juros atuais? / Reprodução/Renan Lousada
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O comportamento das taxas de juros segue como um dos principais fatores que influenciam o mercado imobiliário da Baixada Santista. Apesar do cenário ainda ser considerado restritivo para o crédito, a expectativa de melhora nos próximos meses pode estimular novas compras na região.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), Augusto Viana, embora os juros estejam elevados, há sinais de redução no horizonte.
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"Mesmo para quem financia agora, existe a possibilidade de migrar o crédito para outro banco futuramente, buscando condições mais vantajosas", explica.
O financiamento continua sendo a principal forma de aquisição de imóveis, especialmente por meio de instituições bancárias tradicionais e programas habitacionais, o que mantém o setor em funcionamento, ainda que com maior cautela por parte dos compradores.
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Com o mercado em ritmo mais lento no inÃcio do ano, especialistas apontam que este pode ser um perÃodo estratégico para quem deseja comprar um imóvel. A menor presença de compradores aumenta o espaço para negociação e propostas mais vantajosas.
"Esse momento pode ser interessante para tentar melhores condições. Quando o mercado retoma o ritmo normal, essa margem tende a diminuir", afirma Viana.
A expectativa é de que o setor volte a ganhar força a partir de março, com a normalização da rotina financeira das famÃlias.
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Enquanto as vendas avançam de forma mais moderada, o mercado de locação continua aquecido na região. A alta demanda, aliada à baixa oferta de imóveis disponÃveis, tem impulsionado os preços e aumentado a rotatividade de contratos.
"No litoral, há poucos imóveis para aluguel residencial e muita procura. Isso gera valorização e mais movimentação no mercado", destaca o presidente do Creci-SP.
Segundo ele, esse crescimento não está necessariamente ligado à chegada de novos moradores, mas a uma reorganização interna, com inquilinos migrando para imóveis mais acessÃveis diante do aumento dos valores.
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Outro fator que chama atenção é a preferência por apartamentos, que seguem como o tipo de imóvel mais procurado tanto para compra quanto para locação na Baixada Santista.
"A busca por apartamentos é maior, principalmente pela sensação de segurança, o que pesa na decisão, especialmente para quem não reside no imóvel o ano todo", explica Viana.
Esse comportamento reflete um perfil de consumidor mais prático, que prioriza custo-benefÃcio e infraestrutura.
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Com a possÃvel queda dos juros e a retomada gradual da atividade econômica ao longo do ano, a perspectiva para o mercado imobiliário é de crescimento nos próximos meses.
"O cenário tende a se fortalecer com a volta da normalidade e os investimentos que a região vem recebendo. A expectativa é positiva", conclui Viana.