Cotidiano

Médica alerta: álcool prejudica os rins de 3 formas e Carnaval pode ser vilão até para saudáveis

Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar significativamente, impulsionado por longos períodos de festa, altas temperaturas e, muitas vezes, pouca ingestão de água

Igor de Paiva

Publicado em 14/02/2026 às 12:00

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

São Paulo responde hoje por quase 1/3 de todo o faturamento de turismo do Brasil no Carnaval / Divulgação/PMSP

Continua depois da publicidade

Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar significativamente, impulsionado por longos períodos de festa, altas temperaturas e, muitas vezes, pouca ingestão de água. Nesse cenário, entender como o álcool afeta os rins é fundamental.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A nefrologista Dra. Daphnne Camaroske, da Fenix Nefrologia, faz um alerta para as pessoas nesta época do ano. “O consumo excessivo pode provocar lesão renal aguda até mesmo em pessoas saudáveis, especialmente quando ocorre em curto espaço de tempo”, explica a especialista.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Feriado de Carnaval agita Mongaguá com desfiles, bailes e Bateria da Feliz Idade

• Carnaval no Guarujá oferece festival de rock solidário e teatro para toda a família

• Cubatão terá Matinê de Carnaval gratuita para crianças neste domingo (15)

Além disso, a médica destaca que o álcool prejudica os rins principalmente por três formas. "A primeira forma de dano é a desidratação. A substância bloqueia o hormônio antidiurético (ADH), fazendo com que a pessoa urine com mais frequência e perca líquidos rapidamente, o que reduz o fluxo sanguíneo para os rins e compromete seu funcionamento. O segundo mecanismo é a rabdomiólise, comum após a ingestão exagerada de álcool. Esse quadro destrói fibras musculares e libera mioglobina na corrente sanguínea, uma substância tóxica que pode causar danos importantes aos rins”, comentou.

Somado a isso, Dra. Daphnne Camaroske concluiu explicando o último ponto: “Por fim, há a queda do volume sanguíneo. O álcool reduz a pressão arterial e, quando associado a vômitos e suor excessivo, provoca hipovolemia, prejudica a perfusão renal e pode resultar em queda abrupta da função dos rins”, disse a médica.

Continua depois da publicidade

O álcool prejudica os rins principalmente por três mecanismos/PMSP
O álcool prejudica os rins principalmente por três mecanismos/PMSP
O primeiro é a desidratação/Agência Brasil
O primeiro é a desidratação/Agência Brasil
O segundo mecanismo é a rabdomiólise, que pode ocorrer após ingestão exagerada de álcool, enquanto o terceiro ponto é a queda do volume sanguíneo/Pixabay
O segundo mecanismo é a rabdomiólise, que pode ocorrer após ingestão exagerada de álcool, enquanto o terceiro ponto é a queda do volume sanguíneo/Pixabay


Embora nenhuma dose de álcool seja totalmente isenta de riscos, a orientação para pessoas com rins saudáveis é limitar o consumo a até uma dose por dia para mulheres — o equivalente a cerca de 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho — e até duas doses por dia para homens. Mais importante do que o tipo de bebida é a quantidade de álcool puro ingerida e a velocidade do consumo.

Beber grandes volumes em pouco tempo aumenta significativamente o risco de complicações. No caso dos destilados, por apresentarem maior concentração alcoólica, a intoxicação tende a ocorrer mais rapidamente, especialmente quando consumidos em shots, o que intensifica a desidratação e a sobrecarga renal.

A hidratação adequada é uma das principais estratégias de prevenção. Como o álcool bloqueia o ADH e aumenta a perda de líquidos, beber água regularmente ajuda a compensar a desidratação, reduz a concentração excessiva do sangue e diminui o risco de lesão renal aguda. Além disso, a água auxilia o fígado na metabolização do álcool, ajuda a prevenir a ressaca e reduz as chances de queda de pressão.

Misturar diferentes tipos de bebida não é necessariamente o principal problema, mas essa prática costuma levar a um consumo maior e mais acelerado, o que eleva os riscos para o organismo.

Continua depois da publicidade

Os rins são órgãos silenciosos, e quando os sintomas aparecem, o quadro pode já estar mais grave. É fundamental procurar atendimento médico diante de sinais como diminuição do volume ou alteração da cor da urina, inchaço no rosto ou nas pernas, náuseas e vômitos persistentes, dor muscular intensa, confusão mental, ressaca prolongada, sede extrema ou boca muito seca.

Durante o Carnaval, a diversão deve vir acompanhada de responsabilidade. Moderação no consumo de álcool e ingestão regular de água são atitudes simples que fazem diferença na proteção dos rins e na preservação da saúde.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software