Cotidiano

Cuidado! Marisco que você come na Baixada Santista está contaminado por 4 drogas

Estudo da Unifesp foi feito com animais que costumam ficar grudados nas pedras e filtram a água do mar

Da Reportagem

Publicado em 08/07/2024 às 16:40

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O resultado preocupa, pois o DNA dos animais foi alterado / Freepik

As águas da Bacia de Santos, no litoral de São Paulo, já estão contaminadas com substâncias farmacêuticas como analgésicos e anti-inflamatórios. Para chegar a essa conclusão, um estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com a Unisanta (Universidade Santa Cecília), foi feito com mexilhões e mariscos, animais que costumam ficar grudados nas pedras e filtram a água do mar.

No laboratório, os pesquisadores encontraram alta concentração de cocaína e medicamentos, sendo eles: o ibuprofeno, paracetamol e diclofenaco, substâncias muito utilizadas no dia a dia, além de anti-hipertensivos.

As drogas chegam no mar através do esgoto não tratado corretamente e do descarte irregular de lixo e dos próprios remédios.

Descarte irregular

Vale lembrar que não se deve jogar remédio vencido no lixo comum ou descartar na pia aquele xarope que não será mais usado.

Desde 2020, drogarias e farmácias do país precisam manter pelo menos um ponto fixo de recolhimento desses produtos a cada 10 mil habitantes.

O Brasil ainda não tem uma legislação que determine o tratamento do esgoto doméstico para fármacos.

Próxima etapa

A próxima etapa do estudo é analisar as consequências para a população da região de Santos que consome esses animais.

O resultado preocupa, pois o DNA dos animais foi alterado. As substâncias causaram efeitos significativos no crescimento e na reprodução dos mexilhões.

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