Marinha investiga mancha de óleo no Porto de Santos

A Capitania dos Portos coletou amostras do local para realizar perícia; não se sabe ainda o que causou o vazamento

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04 DEZ 2018Por Caroline Souza09h00
Mancha de óleo foi detectada pela Codesp na região da Alemoa, na tarde do último domingoMancha de óleo foi detectada pela Codesp na região da Alemoa, na tarde do último domingoFoto: Divulgação/Ibama

A Marinha e o Ibama estão investigando a origem de uma mancha de óleo que surgiu no Estuário do Porto de Santos, no último domingo. A mancha foi detectada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), nas imediações entre a saída do Canal de Piaçaguera e a região da Alemoa.

Ainda no domingo, a Codesp acionou o Ibama e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e promoveu uma vistoria de barco, com auxílio de drone, na área.

Na ocasião, verificou tratar-se de uma mancha iridescente que, com o movimento da maré, tendeu a se concentrar nas imediações do píer da Alemoa. O Plano de Emergência Individual (PEI) foi acionado e a empresa Brasbunker, contratada pela Autoridade Portuária, efetuou trabalhos de mitigação no local.

“A mancha tinha diâmetro e comprimento bem expressivos”, declara a agente ambiental federal do Ibama, Ana Angélica Alabarce.

Ontem, as equipes da Codesp, Ibama e Capitania dos Portos realizaram nova vistoria e verificaram algumas manchas esparsas nas proximidades do Píer da Alemoa, em pouca quantidade e de espessura mais fina. “O trabalho de dispersão realizado foi muito bem feito, e a chuva e o vento ajudaram a dissipar a mancha”, explica a agente do Ibama.

Técnicos da Cetesb realizaram vistoria nas empresas Usiminas e Tiplan, mas não foi verificado indícios de vazamento de combustível. As equipes destas empresas também realizaram vistoria no Canal Piaçaguera sem que fossem detectadas anormalidades. Em nota, a Cetesb informou que as investigações continuam.

“O tempo ajudou na dispersão, mas dificulta encontrar a origem do vazamento”, esclarece Ana Angélica.
Peritos da Marinha coletaram amostras do óleo, que está sendo periciado. Até o momento não foi possível identificar a origem do combustível.