Marcha pela Reciclagem e Cidadania

O objetivo foi chamar a atenção para a doação de materiais recicláveis à Associação, sensibilizando ainda para a importância da coleta seletiva para o meio ambiente

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26 FEV 201322h58

“Viva a luta dos catadores de material reciclável, que ao longo de sua caminhada ajudam a defender o meio ambiente”, com este lema exibido em cartazes, integrantes da Associação de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Santos realizaram a Marcha pela Reciclagem e Cidadania, na manhã de ontem, no Centro da Cidade. O objetivo foi chamar a atenção para a doação de materiais recicláveis à Associação, sensibilizando ainda para a importância da coleta seletiva para o meio ambiente. 

Os catadores saíram do Mercado Municipal, às 10 horas, seguiram pela Rua General Câmara, encerrando a caminhada na Praça Mauá, na escadaria do Paço Municipal, onde deram continuidade à manifestação pela valorização da atividade, reconhecida no Código Brasileiro de Ocupações.

A coordenadora da Associação, Valdirene Ruiz Lopes, engajada no Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), afirmou que a reciclagem beneficia esses trabalhadores, com a geração de renda, e o Meio Ambiente, com o controle da poluição.

Segundo ela, a meta da Associação é a instalação da Cooper Sampa Litoral, em Santos, uma cooperativa para organizar a atividade dos catadores de modo que possam implementar as políticas de coleta seletiva para a geração de renda. “Queremos o apoio do poder público e a conscientização das pessoas na hora de separar o lixo. Através da cooperativa pretendemos também unir os catadores da Cidade e depois levar esse modelo de organização para as outras cidades da Baixada. Hoje não existe uma organização aqui para a formação de cooperativas. Acredito que só em Santos, existam mais de 500 catadores”, afirmou Valdirene.

Segundo ela, hoje o catador consegue ganhar, em média, por mês, cerca de um salário mínimo (R$ 380). A Marcha dos catadores contou com o apoio do vereador da Câmara de Santos, Fábio Nunes. “A reciclagem reduz a extração de recursos naturais e aumenta a vida útil dos aterros sanitários. Aos poucos a população vai entendendo a importância da reciclagem e seus benefícios para o meio ambiente e se habituando a fazer a coleta seletiva”, afirmou o Prof. Fabião, otimista com os avanços da educação ambiental na Baixada Santista.

Fabião disse ainda que os próprios cidadãos podem contribuir para a economia dos cofres públicos com a limpeza urbana. A Prefeitura gasta R$ 56 milhões por ano com a coleta e a destinação final do lixo. “De acordo com estimativa da Ong Recicla Brasil, a coleta seletiva geraria um ganho de R$ 20 milhões”.

Interessados em doar materiais recicláveis (garrafas pet, plástico, vidro, papelão ou latinhas de alumínio) à Associação dos Catadores, podem se dirigir à sede, na Avenida Conselheiro Nébias, 162, de segunda à sexta-feira, em horário comercial. Mais informações pelo telefone 3224-4190.