Máquina de R$ 800 milhões ativa ‘tecnologia invisível’ no interior de São Paulo; entenda

Novo aporte financeiro ativa quatro laboratórios avançados para analisar o comportamento físico de materiais sob condições extremas

O Prédio Principal (Sirius) O grande destaque da foto é a gigantesca estrutura arquitetônica de formato circular e futurista, que lembra um grande anel ou um disco voador pousado no solo. O edifício possui uma cobertura metálica em tom cinza-prateado claro, dividida em gomos concêntricos que convergem para um pátio central descoberto. Na fachada frontal, há uma entrada principal envidraçada de pé-direito alto, conectada a pequenas estruturas anexas e passarelas que se projetam para fora do anel principal. Ao lado esquerdo da construção, estende-se um grande estacionamento pavimentado em formato semicircular, com diversas vagas marcadas e alguns carros visíveis. O Entorno e a Paisagem O complexo laboratorial está inserido em um terreno amplo, cercado por vastas áreas de gramado e terra avermelhada, com algumas árvores esparsas e vias internas de asfalto que contornam os prédios. No quadrante superior esquerdo, avistam-se outras instalações industriais e laboratoriais menores de cor branca. Ao fundo da composição, a paisagem se divide entre campos abertos de vegetação rasteira e, mais ao longe, a linha do horizonte revela a malha urbana de uma cidade, com prédios e casas sob um céu claro e ensolarado.

Avanço tecnológico promete revolucionar a produção nacional de microchips e o desenvolvimento de semicondutores (TV Brasil/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, na última segunda-feira (18), o acelerador de partículas Sirius. De fato, o equipamento representa a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. Localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o complexo recebeu o aporte de R$ 800 milhões do Novo PAC. O recurso vai ativar quatro novas frentes de pesquisa avançada em escala atômica.

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A cerimônia institucional reuniu o comitê científico do CNPEM, ministros de pastas estratégicas e chefes de autarquias regionais. Logo após o descerramento oficial das placas das novas linhas, a comitiva do Poder Executivo realizou uma vistoria de engenharia nas instalações civis. O grupo visitou o complexo laboratorial adjacente, denominado Projeto Orion.

Novas estruturas

O espaço ganhou quatro novas linhas de pesquisa. Os cientistas batizaram as estações como Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê. Elas vão funcionar como uma unidade autônoma de captação de radiação de alto brilho. O processo ocorre por meio do movimento acelerado de elétrons para mapear amostras em dimensões nanométricas.

A estação Sapê vai concentrar os ensaios de alta complexidade. Nesse sentido, os estudos focam na caracterização de materiais supercondutores e semicondutores. De acordo com dados da governança do CNPEM, o escopo operacional promete fornecer suporte técnico para a indústria nacional de microchips.

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As frentes Tatu, Sapucaia e Quati atuarão em sinergia no monitoramento atômico de solos aráveis, ligas metálicas e estruturas proteicas complexas. Além disso, o maquinário permite observar os comportamentos físicos de substâncias sob condições extremas de pressão e temperatura. O avanço acelera diversas inovações industriais.

Veja mais sobre o espaço na galeria abaixo:

Sobre o Sirius

O Sirius funciona como uma fonte de luz síncrotron de quarta geração em Campinas. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) coordena o projeto atual. Portanto, a instituição repete o sucesso do UVX, que operou a primeira fonte de luz síncrotron do Brasil entre 1997 e 2019.

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O acelerador de partículas possui 518,4 metros de diâmetro e energia de 3 GeV. Dessa forma, o espectro da radiação emite luz nas faixas do infravermelho, visível, ultravioleta e raios-X.

Os operários começaram a construção do espaço em 2015 e entregaram as obras em 2018. Contudo, o feixe completou a primeira volta no acelerador principal apenas em 22 de novembro de 2019. Os primeiros experimentos científicos aconteceram durante a pandemia de Covid-19, na linha Manacá.

Interior com mais fábricas

A Schmersal, multinacional alemã líder global em sistemas de segurança industrial, automação e tecnologia para elevadores, anunciou um investimento de R$ 17 milhões para expandir sua fábrica em Boituva (SP), onde mantém sua maior operação fora da Alemanha. A nova fase da empresa deve gerar centenas de empregos locais e fortalecer a economia do interior paulista, especialmente na região de Sorocaba.