Manutenção em rampa não prejudicou usuários, diz Dersa

Na manhã do primeiro dia útil após o acidente ocorrido na madrugada de sábado, o movimento na travessia de balsas Santos-Guarujá foi tranqüilo

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19 JAN 201321h11

Na manhã do primeiro dia útil após o acidente ocorrido na madrugada de sábado, o movimento na travessia de balsas Santos-Guarujá foi tranqüilo, apesar de rumor de uma suposta quebra de equipamento da rampa de acesso de outro atracadouro na travessia Santos-Guarujá.

Em nota, a Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S.A., concessionária da travessia de balsas, desmentiu em nota possíveis problemas em rampa de acesso na margem de Santos. “Não houve acidente com a rampa de acesso de um dos atracadouros no lado de Santos. A rampa está passando por trabalho de manutenção — substituição de um pino — e deve voltar a operar por volta das 13 horas de hoje”, informava a nota enviada ao DL por volta de 12h15.

Ainda segundo a nota da Dersa, “a travessia operou normalmente, com sete balsas e as operações de embarque/desembarque estão sendo realizadas com duas gavetas e um flutuante. Não houve filas, uma vez que o trabalho está sendo feito fora do horário de pico e o maior movimento na travessia, pela manhã, é no sentido Guarujá-Santos”.

Atracadouro 3

Em relação ao incidente ocorrido na madrugada de sábado, a Dersa informou que o navio Nena A segue fundeado na entrada da barra, em Santos. O navio de bandeira panamenha atingiu o píer 3, de Guarujá, por volta das 2 horas.

No horário do acidente a operação das travessias estava paralisada por causa de forte neblina. O cargueiro bateu de frente no píer, danificando o concreto. A rampa de desembarque não foi atingida, nem a balsa FB 23, que estava dentro do atracadouro no momento da colisão. Ninguém ficou ferido.

“Equipes de engenharia da Dersa farão avaliação minuciosa dos danos causados ao píer do Guarujá pelo navio Nena A. O cargueiro, de bandeira panamenha, chocou-se contra o píer na madrugada de sábado, 31/07, danificando a estrutura de concreto da gaveta 3 de embarque/desembarque. O tempo de conclusão dos trabalhos de recuperação dependerá da gravidade dos danos.

Durante o período de obras, a travessia será feita com utilização de duas gavetas e um flutuante que atenderão o embarque/desembarque de sete balsas nos horários de pico.

O tempo médio da travessia previsto é de 7 minutos”, informou a Dersa, em nota. O atracadouro 3, entregue em dezembro de 2009, custou R$ 8 milhões e ampliou a capacidade de embarque e desembarque de veículos, na travessia Santos-Guarujá. 

Capitania dos Portos

Em entrevista a uma emissora de televisão local, o comandante da Capitania dos Portos de São Paulo, capitão-de-mar-e-guerra Antonio Sergio Caiado de Alencar, afirmou que o inquérito aberto para apurar as causas e as responsabilidades do acidente deverá ser concluído em três meses.

Acidente de 2009

No dia 24 de julho de 2009, o navio de bandeira chinesa Zhen Hua, colidiu contra um atracadouro, na margem de Guarujá, quando deixava o Porto de Santos.