Uma das frentes da mansão, que já mostra o cenário de abandono e ruÃnas / Youtube/Domingo Espetacular/Record
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Quem passa pela região do Sertãozinho, em Ubatuba, dificilmente imagina que, no meio da mata fechada, esconde-se o que restou de um dos impérios mais polêmicos da TV brasileira. A mansão que pertenceu a um icônico estilista e apresentador (falecido em 2009) deixou de ser um cartão-postal de luxo para se tornar um cenário de filme de terror, disputado não por herdeiros, mas pela natureza e pela Justiça.
Imagens recentes, divulgadas no final de 2025, mostram uma realidade desoladora: a estrutura que antes ostentava nove suÃtes, capela e uma piscina famosa com vista para o mar, hoje é um esqueleto de concreto. O teto de vários cômodos desabou, raÃzes de árvores rasgaram o piso de mármore e a piscina, antes cristalina, transformou-se em um pântano de água parada.
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O abandono não é apenas fruto do tempo, mas de um "nó" jurÃdico que parece não ter fim. A mansão chegou a ser arrematada em leilão por R$ 750 mil, mas a compradora jamais tomou posse. Ao descobrir que o imóvel está em uma área de preservação ambiental rigorosa — o que impede reformas ou expansões —, ela entrou na Justiça para desfazer o negócio e reaver o dinheiro.
Enquanto o valor segue depositado em juÃzo, a mansão virou uma "batata quente". Ninguém pode morar, ninguém pode reformar e ninguém quer assumir a responsabilidade.
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A situação piorou nos últimos meses. O Ministério Público tem pressionado pela demolição total do que restou da estrutura, alegando danos ambientais irreversÃveis e ocupação irregular. Em 2021, parte da casa (o quarto do apresentador e o canil) já havia sido derrubada por ordem judicial.
Agora, o embate é financeiro: o espólio do apresentador alega não ter dinheiro para custear a demolição completa, que é carÃssima devido à geografia do local. O resultado é uma "ruÃna fantasma" que atrai curiosos, invasores e youtubers de exploração urbana, todos em busca de resquÃcios da vida de opulência que um dia existiu ali.
O que deveria ser um patrimônio preservado ou um museu, conforme o desejo do antigo dono, caminha para desaparecer completamente. Se a natureza não terminar de engolir a casa nos próximos anos, as escavadeiras da Justiça o farão. Por enquanto, a mansão permanece lá: silenciosa, destruÃda e assombrada pelas memórias de um passado de glória que não volta mais.
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