Cotidiano

Manoel Carlos morre aos 92 anos e deixa legado histórico na televisão brasileira

Ícone da teledramaturgia brasileira, Maneco, como era conhecido, vivia recluso nos últimos anos e enfrentava o Parkinson

Isabella Fernandes

Publicado em 10/01/2026 às 20:18

Atualizado em 10/01/2026 às 20:23

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A causa da morte não foi divulgada, e a família ainda não informou detalhes sobre velório e sepultamento. / Globo/Divulgação

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Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos. O autor de novelas estava sob cuidados médicos desde julho de 2025, após uma piora no estado de saúde. A causa da morte não foi divulgada, e a família ainda não informou detalhes sobre velório e sepultamento.

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Ícone da teledramaturgia brasileira, Maneco, como era conhecido, vivia recluso nos últimos anos e enfrentava o Parkinson. Ele morava com a família no Leblon, no Rio de Janeiro, bairro que se tornou cenário recorrente de suas novelas. Deixa a esposa, Elisabty, e as filhas Júlia Almeida, produtora, e Maria Carolina, roteirista.

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Nascido em São Paulo, em 1933, Manoel Carlos iniciou a carreira artística ainda jovem, como ator na TV Tupi, antes de se consolidar como autor. Sua primeira novela foi Helena, em 1952, adaptação da obra de Machado de Assis. Ao longo da trajetória, escreveu 18 novelas e trabalhou em diferentes emissoras, além de séries, minisséries e programas marcantes da televisão brasileira.

Na Globo, tornou-se referência ao retratar a burguesia carioca e temas sociais sensíveis, como alcoolismo, violência doméstica, racismo e etarismo, sempre ambientados no Rio de Janeiro. Uma de suas principais marcas foram as protagonistas chamadas Helena, presentes em novelas como Baila Comigo, Laços de Família, Por Amor, Mulheres Apaixonadas e Viver a Vida.

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Globo/Divulgação
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Entre seus maiores sucessos estão Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas e A Presença de Anita. Manoel Carlos venceu seis vezes o Troféu Imprensa. Sua última novela foi Em Família (2014), após a qual se afastou definitivamente da televisão.

Na vida pessoal, o autor enfrentou perdas profundas, incluindo a morte de três filhos ao longo das décadas. Apesar das tragédias, deixou um legado marcante na dramaturgia nacional, sendo lembrado como um dos grandes cronistas das emoções e relações humanas na TV brasileira.

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