Mais um corpo é localizado após naufrágio no litoral de SP

Família saiu para passeio de lazer quando a lancha afundou em meio ao mau tempo

Embarcação estava nas proximidades da Ilha da Queimada Grande

Embarcação estava nas proximidades da Ilha da Queimada Grande | Divulgação/Governo de SP

As buscas pelo trio desaparecido após o naufrágio de uma lancha em Itanhaém, no litoral de São Paulo, tiveram um novo capítulo. A Força Aérea Brasileira confirmou nesta quarta-feira (27) a localização de um segundo corpo no mar, embora ele ainda não tenha sido retirado da água e, por isso, não esteja identificado oficialmente. A embarcação continua desaparecida.

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O caso envolve uma família que havia saído para um passeio de lazer no último sábado (23), mas que não retornou. 

O grupo – um médico veterinário, sua mãe, de 56 anos, e seu pai – deixou uma marina no Guarujá em direção à Ilha da Queimada Grande, também conhecida como Ilha das Cobras. A viagem, porém, foi interrompida pelas condições extremas do tempo, com ventos que chegaram a ultrapassar os 100 km/h e mar revolto.

O veterinário, pai de um menino de 11 anos, era de Matão, no interior de São Paulo, e se mudou para a cidade de Guarujá há aproximadamente três anos. Seus pais chegaram há somente um ano.

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Corpos encontrados

O primeiro corpo foi encontrado na última terça-feira (26). A vítima estava com colete salva-vidas e foi resgatada pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) nas proximidades da Barra do Sahy. 

O segundo corpo foi localizado já durante a semana, próximo à Ilha das Couves, em Ubatuba, mas segue no mar sem remoção até o momento. O terceiro integrante da família continua desaparecido.

As buscas pela lancha e pelas vítimas começaram ainda no sábado, mas enfrentaram dificuldades. 

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No início da semana, as operações chegaram a ser interrompidas por conta do mau tempo e da baixa visibilidade. Mesmo assim, a mobilização das forças de resgate continuou de forma intensa. 

Ajuda de todos os lados

A Marinha do Brasil coordena os trabalhos, com apoio da Força Aérea Brasileira, que utiliza a aeronave SC-105 Amazonas, da Polícia Militar, com o helicóptero Águia 33, além de embarcações particulares contratadas pela família.

Pescadores da região também se engajaram na procura. Eles passaram a utilizar rádios VHF para manter contato constante e realizaram observações noturnas no mar, apagando as luzes principais das embarcações para aumentar as chances de visualizar qualquer movimento estranho na água.

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Embarcação continua desaparecida

Apesar da dedicação das equipes oficiais e voluntárias, a lancha de 21 pés, equipada com motor de 60 HP, ainda não foi encontrada. 

A última localização registrada pela embarcação foi nas coordenadas 24º20’19,8”S/46º36’19,02”W, o que reforça a dificuldade das operações diante da força do mar e das condições climáticas adversas.

Agora, familiares e amigos aguardam por respostas, enquanto as equipes mantêm o trabalho em busca do último desaparecido e da embarcação. 

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O caso mobiliza tanto autoridades quanto a comunidade local, que se une em solidariedade à família atingida pela tragédia.