Cotidiano
A condição é resultado de uma combinação perigosa: aglomerações, calor intenso, alimentação mal conservada, consumo excessivo de álcool e falhas na higiene.
O aumento de casos de infecções intestinais logo após o Carnaval já virou um padrão no sistema de saúde brasileiro / ImageFX
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O aumento de casos de infecções intestinais logo após o Carnaval já virou um padrão no sistema de saúde brasileiro. Popularmente chamada de ‘virose de Carnaval’, a condição é resultado de uma combinação perigosa: aglomerações, calor intenso, alimentação mal conservada, consumo excessivo de álcool e falhas na higiene.
Em 2026, o cenário acendeu o alerta das autoridades sanitárias.
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Dados monitorados pelo Ministério da Saúde apontam crescimento significativo nas notificações de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) no primeiro trimestre do ano.
Em Santa Catarina, por exemplo, já foram registrados mais de 40 mil casos de DDA em 2026, segundo o painel atualizado da pasta. Além disso, 8,3% dos municípios catarinenses tiveram ocorrências entre 1º de janeiro e 4 de fevereiro.
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Capitais conhecidas pelos megablocos, como Salvador e São Paulo, também registraram aumento expressivo na procura por unidades de pronto atendimento durante e após a folia.
Além das intoxicações alcoólicas, sintomas como náuseas, vômitos e diarreia lideraram as queixas. A estimativa é que a busca por atendimento por gastroenterites aumente entre 30% e 40% nesse período.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vigilâncias municipais alertam que o verão potencializa os riscos.
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O calor extremo favorece a proliferação de bactérias em alimentos que ficam fora da refrigeração por mais de duas horas. Entre os principais vilões estão:
Sanduíches com maionese
Carnes mal passadas
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Frutos do mar
Gelo de procedência desconhecida
Outro perigo é o consumo de bebidas adulteradas. A presença de metanol em produtos falsificados pode causar danos gravíssimos à saúde, incluindo intoxicações severas e risco de morte.
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Os sintomas mais comuns incluem:
Diarreia
Náuseas
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Vômitos
Dor abdominal
Em casos mais graves, podem evoluir para febre e desidratação — situação especialmente perigosa para:
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Crianças
Idosos
Pessoas com imunidade comprometida
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Especialistas reforçam que a hidratação é a principal arma contra a desidratação e o mal-estar gastrointestinal.
Evitar alimentos crus ou mal conservados
Higienizar as mãos com frequência
Priorizar água filtrada
Manter alimentação equilibrada
Moderar o consumo de álcool
Beber bastante água, água de coco e isotônicos
Fazer dieta leve (arroz branco, caldos, frutas, torradas)
Evitar frituras, gorduras, leite e derivados
Lavar bem as mãos antes de comer
Procure atendimento médico se houver:
Febre alta
Sangue nas fezes
Sinais de desidratação grave
Persistência dos sintomas
A rápida intervenção, com foco na hidratação, costuma ser suficiente para a recuperação. No entanto, especialistas alertam que negligenciar os sintomas pode agravar o quadro.
A chamada ‘virose de Carnaval’ não é um vírus específico, mas um conjunto de infecções gastrointestinais favorecidas pelo ambiente típico da festa: multidões, calor e excessos.
Com cuidados simples — principalmente na escolha dos alimentos e na hidratação — é possível aproveitar a festa sem transformar a quarta-feira de cinzas em um dia no pronto-socorro.