Cotidiano

Mais de 40 mil casos e alerta no país: 'virose de Carnaval' preocupa autoridades

A condição é resultado de uma combinação perigosa: aglomerações, calor intenso, alimentação mal conservada, consumo excessivo de álcool e falhas na higiene.

Ana Clara Durazzo

Publicado em 25/02/2026 às 08:00

Atualizado em 25/02/2026 às 09:33

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O aumento de casos de infecções intestinais logo após o Carnaval já virou um padrão no sistema de saúde brasileiro / ImageFX

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O aumento de casos de infecções intestinais logo após o Carnaval já virou um padrão no sistema de saúde brasileiro. Popularmente chamada de ‘virose de Carnaval’, a condição é resultado de uma combinação perigosa: aglomerações, calor intenso, alimentação mal conservada, consumo excessivo de álcool e falhas na higiene.

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Em 2026, o cenário acendeu o alerta das autoridades sanitárias.

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Alta nas notificações em 2026

Dados monitorados pelo Ministério da Saúde apontam crescimento significativo nas notificações de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) no primeiro trimestre do ano.

Em Santa Catarina, por exemplo, já foram registrados mais de 40 mil casos de DDA em 2026, segundo o painel atualizado da pasta. Além disso, 8,3% dos municípios catarinenses tiveram ocorrências entre 1º de janeiro e 4 de fevereiro.

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Capitais conhecidas pelos megablocos, como Salvador e São Paulo, também registraram aumento expressivo na procura por unidades de pronto atendimento durante e após a folia.

Além das intoxicações alcoólicas, sintomas como náuseas, vômitos e diarreia lideraram as queixas. A estimativa é que a busca por atendimento por gastroenterites aumente entre 30% e 40% nesse período.

Calor, comida de rua e álcool: a combinação perigosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vigilâncias municipais alertam que o verão potencializa os riscos.

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O calor extremo favorece a proliferação de bactérias em alimentos que ficam fora da refrigeração por mais de duas horas. Entre os principais vilões estão:

  • Sanduíches com maionese

  • Carnes mal passadas

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  • Frutos do mar

  • Gelo de procedência desconhecida

Outro perigo é o consumo de bebidas adulteradas. A presença de metanol em produtos falsificados pode causar danos gravíssimos à saúde, incluindo intoxicações severas e risco de morte.

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 Sintomas e grupos de risco

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Diarreia

  • Náuseas

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  • Vômitos

  • Dor abdominal

Em casos mais graves, podem evoluir para febre e desidratação — situação especialmente perigosa para:

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  • Crianças

  • Idosos

  • Pessoas com imunidade comprometida

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Como prevenir e tratar a ‘virose de Carnaval’

Especialistas reforçam que a hidratação é a principal arma contra a desidratação e o mal-estar gastrointestinal.

Antes e durante a folia:

  • Evitar alimentos crus ou mal conservados

  • Higienizar as mãos com frequência

  • Priorizar água filtrada

  • Manter alimentação equilibrada

  • Moderar o consumo de álcool

Pós-folia:

  • Beber bastante água, água de coco e isotônicos

  • Fazer dieta leve (arroz branco, caldos, frutas, torradas)

  • Evitar frituras, gorduras, leite e derivados

  • Lavar bem as mãos antes de comer

Sinais de alerta:

Procure atendimento médico se houver:

  • Febre alta

  • Sangue nas fezes

  • Sinais de desidratação grave

  • Persistência dos sintomas

A rápida intervenção, com foco na hidratação, costuma ser suficiente para a recuperação. No entanto, especialistas alertam que negligenciar os sintomas pode agravar o quadro.

Folia com responsabilidade

A chamada ‘virose de Carnaval’ não é um vírus específico, mas um conjunto de infecções gastrointestinais favorecidas pelo ambiente típico da festa: multidões, calor e excessos.

Com cuidados simples — principalmente na escolha dos alimentos e na hidratação — é possível aproveitar a festa sem transformar a quarta-feira de cinzas em um dia no pronto-socorro.

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