Entenda por que a cidade superou São Paulo e até a valorizada Belém pós-COP30. / Reprodução/Istock imagens
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Pelo segundo mês consecutivo, Barueri, na Grande São Paulo, lidera o ranking das cidades com os aluguéis residenciais mais caros do Brasil, de acordo com o Índice FipeZAP.
Em dezembro, o preço médio do metro quadrado na cidade atingiu R$ 70,35, cerca de R$ 8 a mais que a média da capital paulista (R$ 62,56/m²) e superando até mesmo Belém (PA), que registrou R$ 63,69/m² após a realização da COP30 em novembro.
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Os dados divulgados nesta quinta-feira (15) mostram que Barueri manteve a liderança mesmo diante da explosão de preços por temporada em Belém durante a conferência climática da ONU. Entre novembro e dezembro, a alta em Barueri foi de 13,97%, superior à média nacional do índice (9,44%).
Segundo a economista Paula Reis, do Grupo OLX, a posição de Barueri reflete a expansão do segmento de luxo na cidade, puxada principalmente pela região do Alphaville.
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“Em fevereiro de 2022, Barueri ultrapassou São Paulo como a cidade com o preço por metro quadrado mais alto pela primeira vez. Desde então, apresentou valores semelhantes ou maiores que a capital”, explica.
Paula ressalta que o mercado barueriense é mais segmentado e nichado, o que tende a gerar valorizações mais acentuadas.
“São Paulo, devido ao seu porte, abrange diversos segmentos em diferentes bairros, resultando em choques de preço menos pronunciados. Em Barueri, além do Alphaville, bairros como o Jubran também têm crescido acima da média da cidade.”
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A tendência de alta no preço dos aluguéis não dá sinais de arrefecimento. A cidade consolida um movimento que ganhou força durante a pandemia de COVID-19, quando muitos moradores de São Paulo buscaram imóveis maiores e em condomínios fechados na região.
Com a capital paulista ocupando atualmente a terceira posição no ranking – atrás de Barueri e Belém –, o cenário reforça a dinâmica de que cidades da Grande São Paulo com forte apelo de alto padrão podem, em momentos específicos, superar até mesmo os bairros mais valorizados da metrópole.