Maior terremoto da história matou 1.665, deixou 2 milhões de desabrigados e gerou tsunâmi em país vizinho ao Brasil

Além do fenômeno natural, o tremor gerou um enorme tsunami que atingiu o próprio Chile, o Havaí, o Japão, as Filipinas e a costa da Nova Zelândia

Terremoto Venezuela

Terremoto na Venezuela assustou o mundo, mas não foi o mais forte da história / Reprodução

Na última quarta-feira e no início desta quinta-feira, o mundo ficou assustado com as notícias sobre tremores na Venezuela e no Japão. O primeiro deles ainda foi sentido no Brasil. No entanto, o maior terremoto já registrado na história matou 1.655 pessoas e deixou cerca de 2 milhões de desabrigados no país vizinho ao nosso.

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O caso aconteceu em Valdivia, no sul do Chile, em 1960. De acordo com as escalas de medição, o fenômeno natural atingiu a marca de 9,5 na escala Richter.

Como já dito, cerca de 1.655 habitantes perderam a vida no terremoto, além de mais de 2 milhões de desabrigados.

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Além do fenômeno natural, o tremor gerou um enorme tsunami que atingiu o próprio Chile, o Havaí, o Japão, as Filipinas e a costa da Nova Zelândia.

Maiores terremotos da história

Além do incidente em Valdivia, os maiores terremotos já registrados foram o do Alasca, em 1964, com magnitude 9,2; o de Sumatra, em 2004, com magnitude 9,1; e o do Japão, em 2011, com magnitude 9,0.

O Brasil tem chance de ter terremoto?

O Brasil dificilmente deve enfrentar terremotos devastadores como os registrados em outros países, e a explicação para isso está na própria localização geológica do território.

Segundo especialistas, o país está situado no interior da Placa Sul-Americana, uma região estável e distante das bordas tectônicas. Nessas bordas, as placas tectônicas se encontram, colidem ou se afastam, e esse movimento gera os terremotos mais fortes e destrutivos do planeta.

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Por esse motivo, grandes eventos sísmicos como os registrados no Chile, Japão, Alasca e Indonésia não costumam ocorrer no Brasil. Essas regiões fazem parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica.

No território brasileiro, ocorrem apenas tremores de terra ocasionais, geralmente de baixa magnitude. Esses abalos raramente causam danos estruturais e, na maioria das vezes, a população apenas os percebe de forma leve ou localizada.

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Assim, a posição do Brasil no centro de uma placa tectônica explica por que o país permanece, em grande parte, protegido de terremotos de grande magnitude.