Cotidiano
Em meio ao choque, a mãe da vítima, Nilse, teve uma reação de revolta e foi registrada vandalizando o hall do condomínio onde vivia com Daiane
A confirmação da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, provocou uma reação de desespero e revolta da mãe da vítima na manhã desta quarta-feira / Reprodução
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A confirmação da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, provocou uma reação de desespero e revolta da mãe da vítima na manhã desta quarta-feira (28/01), em Caldas Novas, no sul de Goiás. Nilse Alves Pontes foi flagrada vandalizando o hall do condomínio onde morava com a filha, logo após ser informada do desfecho trágico do caso que mobilizou a cidade por mais de um mês.
O corpo de Daiane foi localizado durante a madrugada em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros do município, em estado avançado de decomposição, encerrando um mistério que se arrastava desde dezembro.
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A notícia da morte da corretora causou forte comoção. Em meio ao choque, a mãe da vítima, Nilse, teve uma reação de revolta e foi registrada vandalizando o hall do condomínio onde vivia com Daiane.
O episódio expõe o impacto emocional e psicológico que o desfecho causou na família, que buscava respostas desde o desaparecimento da corretora.
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O desfecho veio poucas horas depois de uma ação decisiva da Polícia Civil. O síndico do condomínio Ametista Tower, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso e confessou o crime, segundo a Polícia Civil de Goiás. Ele afirmou que agiu sozinho.
De acordo com os investigadores, Daiane foi assassinada no subsolo do prédio, após uma emboscada planejada. A polícia aponta que o suspeito teria se aproveitado de:
um ponto cego do sistema de câmeras de segurança;
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e uma queda de energia no apartamento da corretora, que teria sido usada como armadilha.
A vítima desceu até o subsolo para verificar o motivo do problema elétrico — e nunca mais foi vista.
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, de forma considerada intrigante desde o início. Naquela noite, ela foi vista pela última vez quando desceu ao subsolo para verificar a falta de energia em seu imóvel.
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Conforme a investigação, a corretora chegou a suspeitar que o corte tivesse sido provocado intencionalmente pelo síndico, o que agora é analisado como peça-chave no suposto plano para atrair a vítima ao local.
O caso também levantou suspeitas sobre o sistema de monitoramento do prédio. A Polícia Civil aponta que houve uma falha suspeita de dois minutos nas câmeras de segurança, justamente no momento em que Daiane retornava.
O sumiço deixou sinais que reforçavam que ela não planejava sair:
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não há imagens dela deixando o prédio;
não há registros de retorno ao apartamento;
a porta da casa ficou destrancada;
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ela não levou objetos pessoais.
Além de Cléber, a Polícia Civil prendeu Maykon Douglas de Oliveira, filho do síndico, suspeito de ajudar na ocultação de provas e atrapalhar as investigações.
As prisões ocorreram poucas horas após a localização do corpo, em uma operação que deu fim ao caso que angustiava familiares e moradores da cidade.
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