Macuco dá voto de confiança à nova CET

Moradores pedem semáforo e fiscalização contra abusos de caminhoneiros na região do Canal 4.

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08 FEV 201312h23

Um pedido feito há mais de cinco anos à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi refeito à nova diretoria da empresa pelos moradores do Macuco: a instalação de um semáforo na esquina da Avenida Siqueira Campos (Canal 4) com a Rua Padre Anchieta.

A nova solicitação foi encaminhada no encontro promovido pela Associação Comunitária do bairro do Macuco (ACBM) ao diretor operacional da CET, Oscar Pereira da Silva, durante encontro realizado na noite de terça-feira (5).

Segundo o presidente da ACBM, Nilson Sartori, além do semáforo nesse cruzamento, é necessária a pintura de uma faixa de segurança para os pedestres. “Esse pedido já foi feito à Prefeitura há mais de cinco anos”, revela.

Outra solicitação feita pelos moradores do Macuco é a instalação de um semáforo, de três fases, na esquina da Rua Manoel Tourinho com a Avenida Rodrigues Alves. “Tem de ser de três fases porque o movimento é intenso”.

Irregular - Moradores se queixam de caminhoneiros (Foto: Matheus Tagé/ DL)

Tão antigo quanto esses pedidos são as reclamações quanto aos motoristas de caminhões que estacionam seus veículos irregularmente pelas ruas do bairro. No encontro, houve quem destacasse que, devido a esses problemas, o Macuco se transformou em um bairro abandonado pela Administração Municipal anterior.
Intensificar a fiscalização

Respondendo aos apelos, o diretor operacional da CET prometeu intensificar a fiscalização no bairro, mas lamentou a falta de infraestrutura por parte de quem comanda o maior porto do Hemisfério Sul. “Infelizmente, o Porto não deu infraestrutura para o estacionamento dos caminhões”.

Oscar Pereira da Silva destacou o fato de ter de 100 a 110 homens para as operações de rua, contingente que tem de ser dividido em quatro períodos.
Especificamente quanto à instalação de semáforos, ele respondeu que tal medida depende de estudos técnicos. “Temos hoje, na Cidade, 368 semáforos e mais de mil pedidos para instalação desses equipamentos”.

Um elemento “cultural”, segundo o diretor da CET, explica essa demanda. “Se na esquina onde mora uma pessoa há um acidente, para ela esse é o lugar mais perigoso da Cidade. Mas nós trabalhamos com estatísticas”, assinalou, frisando que o mesmo raciocínio vale para os pedidos de rotatórias e lombadas.