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Cotidiano

Lugar mais perigoso do mundo está aqui no litoral e dizem ser assombrado

A Ilha da Queimada Grande é considerada por especialistas como um local a ser evitado

Jeferson Marques

Publicado em 05/02/2024 às 13:13

Atualizado em 07/02/2024 às 16:38

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A jararaca-ilhoa tem veneno potente e mortal / Reprodução/Giuseppe Puorto/Instituto Butantã

Há lugares perigosos, muito perigosos e extremamente perigosos. Especialistas dizem que a Ilha da Queimada Grande, que fica entre as cidades de Peruíbe e Itanhaém, há 36 quilômetros da margem do litoral, é um local para ser evitado ao máximo, sendo o mais perigoso do mundo.

Também conhecida como Ilha das Cobras, o lugar concentra milhares de espécies de cobras venenosas. Sim, milhares. Há cerca de cinco serpentes por metro quadrado da ilha. Algumas com venenos letais e de ação rápida.

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O site Listverse, referência em listar os melhores e piores lugares para se visitar coloca a ilha como a pior opção do mundo, ficando à frente de locais como Chernobyl e vulcões. "Não passe nem perto", diz um dos comentários.

A Ilha das Cobras tem cerca de 430 mil metros quadrados cheios de rochas, penhascos, sem praias e sem água doce. Denro da Área de Proteção Ambiental de Cananéia-Iguape-Peruíbe, estima-se que vivem agora em 2024 no lugar mais de 2 mil serpentes altamente venenosas (e mortais). Somente a Marinha e o Instituto Butantã são autorizados a entrar lá.

Ela leva o nome de "Queimada Grande" por conta dos grandes incêndios que ali aconteciam.

A Marinha do Brasil implantou ali, no começo do séxulo XX, um farol de balizamento marítimo, que precisava de manutenções periódicas. Os militares, então, ateavam fogo na mata para conseguirem espantar as cobras e chegar ao local. E, mesmo assim, algumas jararacas-ilhoas ainda os atacavam.

Jararaca-Ilhoa (Bothrops insularis)

A jararaca-ilhoa só existe na Ilha das Cobras. A nova espécie foi identificada pelo Butantã em 1920. Ela seria uma evolução da própria jararaca, que precisou se adaptar ao lugar, já que a ilha foi separada do continente, de formas naturais, há cerca de 10 mil anos, e as serpentes que ali estavam não conseguiam mais sair dali para buscar alimentos.

Elas, então, passaram a mudar de cor, se camuflar entre plantas e árvores e a comer aves que pousavam por ali. 

O Butantã diz que a jararaca-ilhoa é a única que desenvolveu habilidades para chegar ao topo de grandes árvores e a enfrentar calor extremo, mudanças de tempo repentinas e dar os chamados "botes" em suas presas mais rápidos.

O veneno da jararaca-ilhoa é letal e pode levar uma pessoa à morte em até 6 horas, além de causar inflamações locais com dores alucinantes.

Ilha assombrada

Dizem que em meados de 1930 uma família morava na Ilha das Cobras para cuidar do farol e convivia bem com as serpentes. Sempre respeitando seu espaço, dizem que eles eram alimentados por suprimentos vindos da Marinha, todas as semanas. Mas, em um determinado dia, ao chegarem no local, os militares encontraram todos os quatro membros mortos, possivelmente picados pelas serpentes.

Contam que até hoje é possível ver luzes durante a noite no local, como que alguém estivesse andando pela ilha, e o som de pessoas conversando e crianças brincando próximos ao farol são ouvidos.

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