Lixo e buracos complicam a vida na divisa entre São Vicente e Santos

A falta de um lugar específico para colocação do lixo tem tirado o sossego de quem mora no local

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03 OUT 2017Por Vanessa Pimentel10h00
No local, a calçada fica lotada de lixo, principalmente às segundas-feirasFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A falta de um lugar específico para colocação do lixo de um dos prédios da divisa, na praia entre São Vicente e Santos, no Itararé, tem tirado o sossego de quem mora no local. Segundo uma das moradoras do entorno, Paula Matos, a calçada fica lotada de lixo, principalmente às segundas-feiras, quando a quantidade aumenta devido à falta do serviço de coleta, aos domingos.  

“A calçada fica parecendo um lixão e faz tempo que isso incomoda. É tanto lixo que para passar por ali as pessoas precisam desviar e é justamente no fim do dia, quando o fluxo de pessoas aumenta”, explica.

O edifício em questão é o Internacional, um prédio populoso composto por 360 apartamentos e 40 unidades comerciais no térreo, além de um minimercado.

De acordo com um dos funcionários, o prédio abriga cerca de 203 moradores fixos, mas na temporada o número triplica e chega a 500 pessoas.

“Durante a semana a equipe de limpeza desce seis sacos de lixo de 200 litros pela manhã, seis à tarde e seis à noite. No final de semana isso dobra e na temporada vai para 45 sacos diários e 75 nos fins de semana”, explica um dos funcionários do prédio.

Marcos Vinicius Martines é síndico do Internacional há 12 anos e conta que, no passado, já tentou junto à prefeitura estudar possíveis alternativas para amenizar o problema, mas não obteve sucesso.

“Essa questão é antiga. Há anos venho tentando ver com eles o que seria possível fazer, mas me sugeriram que eu colocasse o lixo na calçada de trás. Para que? Para atrapalhar o pessoal que passa por ali e deixar a praia livre? Não vou esconder o problema”, declarou Marcos.

Ele conta que a cerca de quatro anos comprou dois contentores para o edifício e que os mesmos foram quebrados durante o processo de transferência do lixo para o caminhão.

Depois, sugeriu à prefeitura fazer um recuo no muro do prédio para melhorar a acomodação dos sacos de lixo, mas de acordo com ele, não foi autorizado.

”Os funcionários da limpeza colocam o lixo para fora só no fim do dia para atrapalhar o menos possível, já que a coleta passa entre seis, seis e meia da tarde. O problema é que esse cronograma nem sempre é seguido e tem dias que eles passam mais tarde”, explica o síndico.

Dentro do prédio, bem próximo ao portão de saída, existe um depósito onde os funcionários armazenam o lixo até a hora do descarte. Segundo Carlos, também há a possibilidade dos coletores, junto com a ajuda da equipe de limpeza, retirar o lixo dali direto para o caminhão, sem a necessidade da colocação dos sacos na calçada, caso esta operação seja autorizada.

Rua Princesa Isabel está tomada de buracos

A Rua Princesa Isabel, uma das mais importantes do bairro Itararé, está repleta de buracos. Restos de paralelepípedos, desníveis bruscos e tampas soltas – que parecem ser de bueiros – prejudicam o trânsito e o andar de quem passa a pé.

Aos sábados, a rua recebe uma das feiras livres da cidade e segundo Paula, fica quase impossível andar com carrinho e até mesmo caminhar sem olhar para o chão.

Prefeitura

Em relação ao lixo, a Codesavi informou que a coleta passa neste ponto da Cidade, de segunda a sábado, a partir das 18 horas e ressaltou que está aberta para receber sugestões dos responsáveis dos edifícios para aperfeiçoar o atendimento.

Quanto a possível retirada dos sacos diretamente do prédio, a Diretoria de Limpeza Urbana explicou que os caminhões, por força de lei, não podem entrar em nenhuma propriedade privada.

Sobre a situação da Rua Princesa Isabel, a Prefeitura de São Vicente informou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, que nas próximas semanas haverá limpeza de galerias e outros serviços de melhoria no local.