Cotidiano
Presença de animais mortos ou vivos em águas rasas gera surto de acidentes; saiba como se proteger e o que fazer se for atingido
Fenômeno em praias paulistas acende sinal vermelho para banhistas; dor intensa e veneno preocupam autoridades. / Caio Bio / Arquivo Pessoal
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O Instituto Butantan emitiu um alerta sobre o aumento de acidentes com bagres, peixes peçonhentos, no Litoral Norte, sobretudo em Ubatuba. A presença de animais mortos ou debilitados nas praias, fenômeno relacionado ao aumento da temperatura do mar desde o fim de 2023, tem elevado o risco de ferimentos e intoxicações para banhistas.
As prefeituras locais e a Cetesb investigam o súbito crescimento dos casos neste verão.
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O perigo reside nos três espinhos serrilhados (os "ferrões") que o peixe possui. Eles podem injetar uma peçonha poderosa, causando uma reação tóxica, mesmo quando o animal já está morto. A espécie é comum em praias próximas a rios, desembocaduras e mangues, seus locais de reprodução.
Os acidentes geralmente ocorrem quando banhistas pisam acidentalmente nos bagres ao entrar no mar, principalmente em águas rasas e claras, onde os peixes costumam ficar. A liberação do veneno é um mecanismo de defesa do animal.
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O ferimento provoca dor intensa e imediata, seguida de vermelhidão, sensação de queimação e inchaço local, que pode se espalhar. A orientação do Butantan é clara:
Prevenção: Não toque ou tente remover os bagres da água, vivos ou mortos. Mantenha crianças afastadas e redobre a atenção ao caminhar no mar, especialmente nas áreas de risco.
Em caso de acidente: Procure atendimento médico imediatamente. Enquanto o socorro não chega, lave o local com água e sabão e aplique água quente (via compressas ou imersão) para aliviar a dor e ajudar na neutralização da toxina.
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A medida com água quente é um primeiro auxílio paliativo e não substitui a avaliação médica urgente, essencial para tratar possíveis complicações e administrar medicação específica, se necessário.