O mês de março no litoral de São Paulo será marcado por uma transição climática significativa em 2026. Com o fim do fenômeno La Niña, a região entra em uma fase de neutralidade, onde o aquecimento do Oceano Atlântico ditará o ritmo das chuvas na costa paulista.
Transição
Diferente de anos anteriores, o clima não será guiado por grandes sistemas globais, mas por fatores puramente regionais. A água do mar mais quente funciona como um combustível, aumentando a evaporação e a formação de nuvens carregadas em curtíssimo espaço de tempo.
Extremos
As famosas “águas de março” não devem vir de forma contínua em 2026, mas sim em pancadas violentas e isoladas. Temporais severos, acompanhados de muitos raios e rajadas de vento, podem despejar grandes volumes de água em apenas uma hora em cidades da Baixada Santista.
Localidades
O Litoral Norte, incluindo cidades como Ubatuba e São Sebastião, apresenta tendência de chuvas ligeiramente acima da média histórica para o período. Já no Litoral Sul e na região de Santos, o volume deve seguir os padrões esperados, porém com maior agressividade nos eventos de fim de tarde.
Alerta
Atenção redobrada para as encostas da Serra do Mar, que já iniciam o mês com o solo bastante saturado. Além dos riscos de deslizamentos, a transição para o outono favorece a passagem de ciclones extratropicais em alto-mar, o que pode gerar ressacas e forte agitação marítima em toda a costa.
Fontes pesquisadas: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia); CPTEC/INPE (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos); NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration)
