A iniciativa reforça o compromisso do projeto com a sustentabilidade / Divulgação/PMS
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O Parque dos Morros, no Morro da Nova Cintra, em Santos, recebeu nesta quinta-feira (27) o plantio de 100 árvores nativas da Mata Atlântica. A ação faz parte da mitigação de carbono do projeto Mamáfrica — Ancestralidades Africanas no Brasil e em Cuba, que encerrou exposição realizada entre 18 de setembro e 1º de novembro, no Museu do Porto.
A iniciativa reforça o compromisso do projeto com a sustentabilidade, a educação ambiental e a construção de um legado positivo para a cidade. O plantio complementa o ato simbólico do Dia da Consciência Negra, realizado no dia 20 de novembro, quando uma árvore da espécie Guapuruvu foi plantada na Praça Zumbi dos Palmares.
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O plantio também busca ampliar a conscientização da comunidade sobre a preservação ambiental e da justiça climática, temas alinhados à proposta do Mamáfrica, que valoriza ancestralidades africanas e afro-brasileiras sob uma perspectiva contemporânea e sustentável.
O Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e Promoção da Igualdade Racial também participou da ação. Para o presidente do órgão, Wellington Araújo, a iniciativa fortalece o reconhecimento das contribuições afrodescendentes ao País.
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“Celebrar e visibilizar a ancestralidade africana é reafirmar a força de uma história que atravessa oceanos e molda identidades. A exposição evidencia a potência da cultura afrodescendente no Brasil e em Cuba, combatendo a invisibilidade social e fortalecendo o pertencimento das nossas comunidades”, afirmou.
Realizado pelo Instituto Alvorada Brasil e pelo artista Barthô Naïf, o projeto conta com a parceria do Governo do Estado, Empresas Júnior da Unifesp, Museu do Porto e apoio da Autoridade Portuária de Santos. Mais informações estão disponíveis no perfil @mamafricabrasilecuba no Instagram.
Com 290 mil metros quadrados, o Parque dos Morros é uma área dedicada à preservação da biodiversidade, proteção da fauna e garantia de regeneração ambiental em uma das últimas áreas dos morros Caneleira, Nova Cintra, José Menino e chegando até o Voturuá, em São Vicente.
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Além disso, o espaço se conecta ao Parque do Engenho de São Jorge dos Erasmos, formando um corredor verde essencial para a migração e sobrevivência da fauna. Já foram registradas cerca de 100 espécies de aves, além de diversas trilhas ecológicas.
Hoje, o parque passa por processo contínuo de recuperação e uso sustentável após ser alvo de desmatamento, o descarte irregular e a especulação imobiliária. Esses corredores ecológicos permitem a migração de espécies entre áreas preservadas, fundamental para a sobrevivência da fauna.