Liminar cai e ISG passa a gerir hospital regional de Itanhaém

Organização Social de Saúde ganhou a licitação aberta no início do ano pelo Estado e administrará equipamento no lugar do Consaúde

A liminar expedida em julho pela Justiça do Trabalho de Itanhaém, e que mantinha o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ribeira e do Litoral Sul (Consaúde) à frente da gestão do Hospital Regional Jorge Rossman, foi derrubada pelo presidente regional do TRT de Campinas.

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Com isso, a Organização Social de Saúde (OS) Instituto Sócrates Guanaes (ISG), que no início deste ano, ganhou a licitação aberta pelo Estado, passou a gerir o equipamento.

A mudança na gestora do hospital, proposta pelo Governo do Estado, era motivo de apreensão aos mais de 400 funcionários da unidade de saúde. A razão era é o fato de que, por serem concursados, teriam que pedir exoneração do cargo para serem contratados pelo novo ­administrador.

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O impasse foi resolvido em assembleia do Conselho de Prefeitos do Consaúde, com a aprovação da portaria (038/2017), que concedeu aos concursados que exerciam função no hospital, o direito à licença sem remuneração pelo prazo de um ano, mediante apresentação de requerimento. Com a medida, segundo o Consaúde, não há – em nenhum caso – perda de direitos.

Outra opção oferecida pelo Consórcio aos empregados do hospital de Itanhém foi a transferência deles para o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu, conforme a jornada ­contratual.

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O Consórcio não soube informar quantos trabalhadores se mantiveram no hospital de Itanhaém contratados pelo novo gestor, apenas explicou que 76 funcionários assinaram o termo de anuência para trabalharem no Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (HRLB), de Pariquera-Açu e destes, 70 empregados compareceram ao trabalho no HRLB.

SindSaúde

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Ainda em julho, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos na Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), chegou a se manifestar a respeito das propostas ofertadas aos funcionários do ­hospital.

Questionado novamente pela reportagem, o SindSaúde  informou que continua contra a política do governo estadual de entrega da saúde pública para as Organizações Sociais (OS’s). “É preciso investir na saúde pública e não terceirizar responsabilidades”, respondeu através da assessoria.

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Também afirmou que após a entrega do Hospital de Itanhaém para a (OS) Instituto Sócrates Guanaes (ISG), continuou atuando junto ao Consaúde para defender a estabilidade do emprego dos trabalhadores (as) da unidade.

Em relação à licença não remunerada de um ano, afirmou que com essa decisão os trabalhadores terão tempo para optar em mudar de unidade de trabalho ou pedir exoneração do consórcio.

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De acordo com o sindicato, a ação civil pública continua e uma audiência está agendada para o dia 10 de ­novembro.