Leite Materno: o ato de amor que salva vidas

Mães no período de amamentação doam leite materno para o Centro Especializado na Saúde da Criança e da Mulher, que encaminha os frascos ao Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém

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07 ABR 201516h48

Um pequeno gesto de carinho está salvando vidas de recém-nascidos. Mães no período de amamentação doam leite materno para o Centro Especializado na Saúde da Criança e da Mulher (Cescrim Paula Vegas), que encaminha os frascos a bebês internados no Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém. Os estoques de leite estão em baixa e cerca de três litros são arrecadados semanalmente, número bastante inferior à meta calculada pela Secretaria de Saúde, que é de dez litros.

O leite, além de nutrir, contribui para o desenvolvimento neurológico das crianças. Com o programa de aleitamento materno, o Município já diminuiu os casos de mortalidade infantil, embora o cadastro de mães doadoras ainda seja escasso. Hoje, o número de doadoras fixas chega a oito mulheres. Na geladeira, a durabilidade do leite é de 24 horas, no entanto, quando o frasco está congelado o período se estende para até 15 dias.

Caso a mãe esteja tomando algum medicamento, a equipe deverá ser informada para verificar a qualidade do leite e se estará apto para ser doado. As mães recebem também orientações sobre a alimentação com informações do que deve e o que não deve ser ingerido durante a amamentação.

Os estoques de leite estão em baixa e cerca de três litros são arrecadados semanalmente (Foto: Agência Brasil)

“No dia que eu ganhei o neném, presenciei uma mãe que não conseguia alimentar o filho porque o leite não tinha descido. É sempre bom ajudar o próximo quando temos a oportunidade. São outras vidas que precisam da nossa contribuição”, finaliza Camila Merelis de Lucca, de 24 anos, mãe do recém-nascido Fábio S. de Lucca.

A equipe da saúde coleta nas residências, às segundas-feiras, os recipientes onde ficam armazenados os leites (pote de vidro com tampa de plástico) que, primeiramente, são levados a Peruíbe para a pasteurização. Na sede, os profissionais verificam se o leite está apropriado para, posteriormente, alimentar bebês prematuros em UTI.

“Desde a faculdade, eu já fazia essas orientações para as mães doarem leite. A ação é importante para aqueles bebês que precisam e que estão internados na UTI. Quero ver os bebês saudáveis. Se a gente tem a chance de ajudar é a melhor coisa a fazer”, ressalta a doadora Maria Elizabete Teotônio, de 37 anos, mãe de um bebê de três meses.