Cotidiano

Leilões portuários somam R$ 5,9 bilhões em investimentos e batem recorde na B3

Com recorde de 75 certames em 2025, bolsa de valores de São Paulo viabiliza R$ 243,8 bilhões para modernizar infraestrutura social e logística do Brasil

Luna Almeida

Publicado em 10/01/2026 às 07:02

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O certame marcou a história do setor por ser o primeiro leilão de um canal de acesso marítimo no Brasil / Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP)

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O setor portuário brasileiro consolidou um ano de avanços estratégicos com a realização de sete leilões na B3 em 2025, totalizando R$ 5,9 bilhões em investimentos contratados. Entre os destaques está o projeto do Porto de Paranaguá, que representa o maior investimento já viabilizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) na bolsa paulista. 

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O certame marcou a história do setor por ser o primeiro leilão de um canal de acesso marítimo no Brasil.

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Esses resultados contribuíram para que a B3 atingisse uma marca histórica no ano passado, com um total de 75 leilões realizados. O desempenho superou significativamente os números de 2024, quando 64 pregões geraram R$ 180 bilhões. 

No balanço final de 2025, o montante total de investimentos viabilizados chegou a R$ 243,8 bilhões, abrangendo a concessão de 98 ativos públicos à iniciativa privada. A expectativa é que esses projetos gerem até 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos em todo o país.

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Apesar do protagonismo portuário em termos de inovação, o setor rodoviário seguiu concentrando o maior volume financeiro, com 20 leilões que somaram R$ 106,6 bilhões em investimentos — o dobro do registrado no período anterior. 

A área de saneamento também apresentou números expressivos, com oito certames e previsão de R$ 44,5 bilhões em aportes, enquanto o setor de energia contribuiu com R$ 5,5 bilhões distribuídos em cinco processos.

Outro ponto de destaque apontado pela B3 foi a expansão da infraestrutura social, setor que engloba a construção e gestão de hospitais, escolas e presídios. 

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Em 2025, foram realizados oito leilões nessa categoria, mais que o dobro do ano anterior, garantindo R$ 12,5 bilhões em investimentos. 

O crescimento diversificado reforça a confiança do mercado nos modelos de concessão e parceria público-privada para o desenvolvimento da infraestrutura nacional.

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