Lanchinho na Câmara de Guarujá pode ser suspenso

Na sessão da última terça-feira (26), o vereador Edilson Dias (PT) se pronunciou contra o gasto e pediu suspensão do pregão

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28 AGO 201411h14

A reportagem do Diário do Litoral publicada ontem dando conta que a Câmara de Guarujá poderá gastar R$ 30.500,00 nos próximos 12 meses somente com o lanche oferecido aos parlamentares gerou indignação não só pelas redes sociais, como na própria Casa de Leis. Na sessão da última terça-feira (26), o vereador Edilson Dias (PT) se pronunciou contra o gasto e pediu suspensão do pregão.

"Eu sugeri ao presidente Marcelo Squassoni (PRB) que não assine a homologação do pregão. É um gasto desnecessário que pode causar problemas para as contas do Legislativo. Além disso, os lanches absorvem mais do que R$ 762,50 por sessão. São quase mil reais, pelas minhas contas”, disse o petista.

No intervalo regimental, que acontece por volta das 17 horas, todas as terças-feiras, os vereadores de Guarujá fazem uma ‘boquinha’ na sala de reuniões que antecede o plenário. O pregão presencial 005/2014, que escolheu a empresa fornecedora do alimento foi publicado no dia da sessão no Diário Oficial.

No intervalo regimental os vereadores de Guarujá fazem uma ‘boquinha’ na sala de reuniões que antecede o plenário (Foto: Luiz Torres/DL)

Numa consulta rápida, a Reportagem descobriu nas câmaras das cidades vizinhas a Guarujá — Santos, São Vicente, Cubatão — que não existe o lanchinho da tarde. Excluindo os meses de recesso (janeiro e julho) são R$ 3.050,00 por mês ou R$ 762,50 por sessão, gastos com sanduíches, sucos, água, biscoitos e outros quitutes no cafezinho da tarde para os vereadores que, lembrando, além do salário, já têm à disposição toda uma estrutura operacional para exercer a função de fiscalizar o Executivo, como telefones fixos e móveis; veículos, serviço de correio, reprodução de documentos e funcionários.

Câmara

A Câmara, por meio da assessoria de imprensa, afirma que o gasto é razoável se levado em conta que, em média, são realizadas 55 sessões anuais na Casa, quase sempre em horários que vão além do expediente comercial. Ainda conforme a Casa, o lanche é oferecido também para pelo menos 44 pessoas, além dos 17 vereadores.

A Câmara salienta que os valores registrados refletem os preços praticados no mercado.