Justiça obriga Terracom a retomar serviços em Guarujá

Calçadões de várias praias estão repletos de lixo e entulhos. A Prefeitura busca recursos para pagar a empresa

Decisão do juiz Gustavo Gonçalves Alvarez, da 3ª Vara Cível, concedeu liminar favorável à Prefeitura de Guarujá, obrigando a empresa Terracom a retomar – em caráter de urgência – os serviços de limpeza urbana na Cidade, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil.

A coleta de lixo foi paralisada na última sexta-feira, dia 21. Hoje (27), o cenário era dramático. O Diário do Litoral percorreu as principais praias do Município – Guaiúba, Tombo, Astúrias, Pitangueiras e Enseada – e a paisagem era a mesma: montanhas de sacos e lixo expostos pelos calçadões.

Só não tinha lixo na areia porque, segundo surfistas, a maré levou os resíduos, causando um dano ainda maior à natureza. Na orla de Pitangueiras, uma montanha de lixo foi flagrada em frente ao prédio da Secretaria de Turismo, o que não deixa de ser uma péssima imagem para a Cidade. Na Enseada, os ciclistas tinham desviavam do lixo, que avançava por quase toda a extensão de ciclovia.

Na Cachoeira, por exemplo, os montes de lixo se acumulam nas esquinas, facilitando a proliferação de insetos e roedores. O cheiro também vem causando transtorno à população. O mesmo ocorre nos bairros Santa Rosa, Helena Maria, Santo Antônio, Primavera, Vila Edna, Zilda e muitos outros, também no Distrito.

Prefeitura

A Secretaria de Operações Urbanas de Guarujá informou que os trabalhos de recolhimento de lixo realizados pela equipe de zeladoria aconteceram diariamente, dentro da programação de serviços e à medida que os resíduos são depositados nas ruas, tanto na orla da praia como na periferia.

O que acontece é que muitas vezes após a coleta, há um novo depósito de resíduos nas vias. Cinco equipes, contabilizando entre 50 e 60 pessoas, com cinco caminhões, contando a unidade emprestada pela Base Aérea, auxiliam na coleta manual. 

Na última quarta-feira, a Administração realizou parte do pagamento de umas das parcelas atrasadas com a empresa prestadora de serviços, a Terracom. Prefeitura solicitou o retorno imediato dos serviços de coleta e varrição na Cidade. A Prefeitura estava em constantes tratativas com a empresa.

Desde a última terça-feira (25), após conversa da prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) com a empresa, os resíduos hospitalares estavam sendo recolhidos na Cidade, assim como a retirada do transbordo.

A Prefeitura precisa concluir R$ 6 milhões para restabelecer a coleta de lixo na Cidade. A Administração deve R$ 18 milhões à empresa – três parcelas de R$ 6 milhões cada, que estão em atraso. Uma outra dívida com a empresa, na ordem de R$ 45 milhões, já foi parcelada e vem sendo paga rigorosamente.