JUSTIÇA

Justiça mantém prisão de homem conhecido como 'galã do Tinder'

Ele está preso desde o dia 22 de setembro sob suspeita de aplicar golpes em ao menos sete mulheres

Folhapress

Publicado em 16/12/2022 às 09:37

Atualizado em 16/12/2022 às 09:38

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Renan Augusto Gomes foi preso nesta quarta-feira, na região de Pirituba, zona Norte da capital / Reprodução

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O juiz da 3ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, Edegar Souza Castro, manteve nesta quinta-feira (15) a prisão preventiva do vendedor Renan Augusto Gomes, 35, conhecido como galã do Tinder. 

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Ele está preso desde o dia 22 de setembro sob suspeita de aplicar golpes em ao menos sete mulheres por meio de aplicativos de relacionamentos. 

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Renan foi detido na zona norte de São Paulo após perseguição da polícia e é acusado de estelionato sentimental. 

Segundo o Ministério Público, o pedido de manutenção da prisão preventiva foi da promotora Érika Pucci da Costa Real. 

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Uma vítima, uma testemunha, dois investigadores, um delegado da Polícia Civil e o réu foram ouvidos em audiência que encerrou a instrução processual. 

A defesa do vendedor nega as acusações e pediu a revogação da prisão preventiva, mas o Ministério Público alegou que ela ainda é necessária para garantir a ordem pública. Segundo a promotora, o réu insistiu no delito mesmo após ter a prisão decretada. 

Investigações da Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público da região do ABC, indicam que o suspeito agia na internet desde 2012 e aplicava golpes em todo o estado de São Paulo. 

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O vendedor começou a ser investigado após conseguir R$ 150 mil de uma professora, com a qual se relacionou por cerca de quatro meses, em 2021. 

Depois foram identificadas outras vítimas, entre 34 e 40 anos. 

"O ardil que ele usa para seus golpes é justamente a manipulação dos sentimentos" afirmou a promotora criminal na época da prisão. 

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Renan se apresentava às vítimas como um homem solteiro, morador dos Jardins, área nobre de São Paulo, e em busca de um relacionamento sério. 

De acordo com as investigações, ele frequentava círculos sociais e familiares das vítimas, ganhava a confiança delas e depois mencionava emergências financeiras ou parcerias em negócios para pedir dinheiro. 

A primeira vítima que o denunciou desconfiou da constante troca de números telefônicos de Gomes, após ela emprestar o dinheiro. Ele não a atendia mais nem a procurava. 

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Após as considerações finais do Ministério Público e da defesa, a Justiça decidirá a sentença para o caso.

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