Justiça interroga mais dois envolvidos nesta 2a feira

Serão ouvidos o coronel que alertou Paulinho sobre a Operação Santa Tereza e o executivo das Lojas Marisa

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13 FEV 201315h41

Wilson de Barros Consani Júnior e Boris Bitelman Timoner, acusados de participação nos esquemas de fraudes em financiamentos do BNDES, exploração de prostituição, tráfico de mulheres e lavagem de dinheiro, investigados na Operação Santa Tereza, serão interrogados nesta segunda-feira pelo juiz substituto Marcio Ferro Catapani, da 2a Vara Criminal Federal de São Paulo. A audiência será a portas fechadas a partir das 14h30, no Fórum Criminal da Justiça Federal, na Capital paulista.

Consani Júnior e Timoner seriam ouvidos no último dia 30 de maio, mas seus depoimentos foram adiados para hoje. Em grampo telefônico da Polícia Federal, o coronel PM reformado Consani Júnior alerta o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP) sobre a Operação Santa Tereza.

No último dia 30, Consani Júnior chegou a declarar à imprensa que “há uma explicação e um motivo documentado, inclusive” que justificaria a sua ligação telefônica para Paulinho da Força, na véspera da operação. Consani Júnior também disse que mantém “uma relação amistosa” e profissional com Paulinho.

O empresário Boris Timoner era executivo das Lojas Marisa e é acusado de ter recebido valores referentes a um empréstimo feito pelo BNDES à empresa. O BNDES havia concedido financiamentos às Lojas Marisa de R$ 220 milhões.

No processo judicial, Timoner responde por formação de quadrilha e desvio na aplicação de financiamento. No dia 30 foram ouvidos quatro dos 13 acusados de envolvimento no esquema fraudulento. São eles, o advogado e ex-conselheiro do BNDES Ricardo Tosto, os irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luis Napolitano e Celso de Jesus Murad — apontado pela PF como gerente da boate WE. Murad é o único que continua preso, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Justiça Federal.

O prostíbulo WE pertencia a Manuel Fernandes de Bastos Filho, foragido desde o início da operação e apontado como o mentor da quadrilha. Segundo relatórios da PF, no prostíbulo de Maneco — como é conhecido — acontecia a lavagem dos recursos desviados, que depois eram distribuídos como dinheiro legal aos integrantes da quadrilha. O processo corre em segredo de justiça.